Da vez passada, entrei com o assunto sindical do setor público e sua relação com o setor privado. Sindicatos da produção. Falta de integração entre eles. Quero chamar a atenção do setor de serviço, que se expande pelo setor público e privado. Achar que eles devem buscar uma unidade através da reforma sindical.
Essa unidade, para mim, é criar uma estrutura sindical unitária. Não diria que fosse uma central sindical, mas acho que possa ser um sindicato único, para que esse setor, que cresce rapidamente no País, especialmente no Espírito Santo, possa contar também com o seu real peso e influindo decisivamente em favor da sua categoria.
Eu sei que quando se fala em juntar sindicatos num só, dirigentes sindicais só olham a perda do cargo e não olham para a frente, o que pode significar um sindicato único. Posso até puxar um exemplo que está aí. Dos rodoviários, que perderam sua unicidade no Estado por obra do astuto pelego Alemão. Ele fez vários sindicatos para evitar entregá-lo ao sindicalismo combativo por inteiro, como ele era. Caiu.
Baseado nesse exemplo, quero defender que o setor de serviços some suas forças num único sindicato. Isto acaba com o poder normativo da Justiça. Cria condições de discussão real no setor público. Com o sindicato discutindo desde o governo federal, passando pelo estadual, chegando às prefeituras.
Quem está enclausurado em pequenos sindicatos pode estar achando que eu estou delirando. Mas não estou, não. Estou é com os pés no chão. Assistindo aos sindicatos inertes diante da possibilidade de tocar na prática a reforma sindical. É uma idéia que deixo aqui e que pode servir de reflexão para os atuais dirigentes sindicais do setor.
Pensem bem no amanhã. Vejam o poderio que seria um sindicato desta natureza. Acho que este caminho, que prego para o sindicalismo de serviços, é o mais adequado ao destino da categoria. Coragem para ousar e mudar.
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