"A grandeza de um homem depende da
intensidade de suas relações com Deus."
Saint-Exupéry
Nosso entrevistado desta semana, o deputado estadual e presidente regional do PSC, Reginaldo Almeida, torce para que o PMDB tenha candidato próprio às eleições. Isso porque os dois partidos formarão a mesma coligação em nível nacional.
Reginaldo também torce para que o nome escolhido pelos peemedebistas seja o do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Quem, a seu ver, teria mais musculatura e voto para concorrer, além do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Os dois batendo de frente com o projeto de reeleição do presidente Lula.
No Estado do Espírito Santo, o cenário não está tão confuso assim, segundo o deputado, que compõe a ala evangélica na Casa. Esta mesma ala, segundo ele, teria renovação nas próximas eleições, assim como em todo o Legislativo: algo em torno de 60%. O PSC marcha pela reeleição do governador Paulo Hartung, ainda não tem nome para o Senado, quer fazer pelo menos um federal e manter a bancada de dois deputados estaduais. Na oposição, o jogo ainda teria que definir algumas peças. Confira.
Século Diário: - Há comentários por aí de que o senhor é o único deputado estadual que já pode se considerar reeleito...
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Foto: Ricardo Medeiros
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Reginaldo Almeida: - (risos) Eu fico feliz em ouvir isso. Fico feliz, mas entendo que as eleições são ganhas no dia, no dia da eleição. Não existe eleição ganha. Eu já ouvi muitas histórias como essa e, na hora do resultado, não é bem assim... Mas eu fico feliz. Se dizem isso existe um porquê. E por trás disso existe um trabalho. Então, eu recebo com satisfação esses comentários, pois acho que são frutos de um trabalho. Assumi este mandato de deputado estadual na intenção de fazer um bom trabalho, desempenhar um bom mandato e o resultado disso, sem dúvida alguma, é a reeleição. Acho que é o momento de o povo julgar o trabalho do deputado, julgar o trabalho do político. O político é julgado nas urnas, de quatro em quatro anos. Então, nós estamos trabalhando na certeza de ter o nome aprovado pela população. É isso que nós esperamos no próximo dia primeiro de outubro.
- E o seu partido? Como é que está diante do cenário das eleições 2006?
- O Partido Social Cristão é uma legenda pequena, mas que está em fase de crescimento. Está colocado aí entre os partidos emergentes. Nós temos hoje, no Estado do Espírito Santo, dois deputados na Assembléia, temos dezoito vereadores no Estado e três vice-prefeitos. Nós queremos manter a nossa bancada na Assembléia nas eleições deste ano. Dois deputados, no mínimo. Eleger um deputado federal. No mínimo, um deputado federal. É a nossa intenção para partir para 2008 com chance de eleger prefeitos, aumentar o número de vereadores... Então, é um partido que está sendo estruturado. Assumi a presidência aproximadamente há dois anos, no Estado. De lá pra cá, o partido já teve um crescimento e acredito que vai crescer muito mais.
- Quem seria esse nome para federal?
- O partido tem dois pré-candidatos a deputado federal. O deputado Jurandyr, que é deputado estadual, e o vereador de Cariacica Mansur, que, se não me engano, foi o vereador mais votado em Cariacica. Estes são os dois nomes que vêm postulando uma vaga na Câmara Federal. Então, pelas somas e pelo cenário montado, nós elegeremos, no mínimo, um deputado federal. E a intenção é manter a bancada com dois estaduais, no mínimo.
- Qual é o seu nome para senador?
- Está cedo ainda, não é? Está cedo ainda. O partido vai querer discutir a vaga da suplência de senador, até que se mude esse critério, que eu sou contra. Essa questão da suplência, acho que já passou da hora de mudar. A suplência do Senado no Brasil. Eu acho que tem que ser pelo voto. Elege-se o senador e o segundo mais votado fica como primeiro suplente, o terceiro mais votado naquela coligação fica como segundo suplente... Mas a questão da suplência do Senado sem passar pelas urnas, eu acho um critério que não deve ser adotado, não deve continuar. Enquanto está assim, o partido vai pleitear, junto ao candidato ao Senado que vai apoiar, uma vaga no nível da suplência. Agora, não tem definição ainda, até porque a candidatura ao Senado também ainda está muito incerta. Se fala em Renato Casagrande (PSB), se fala em Sérgio Vidigal (PDT), se fala em Paulo Hartung (PMDB)... então, eu acho que ainda está muito incerto. O partido vai discutir isso, reunindo os companheiros, para decidir com quem nós vamos caminhar no Senado. Nós estivemos conversando com o PSB, com o deputado federal Renato Casagrande e vamos continuar conversando, até que possamos tomar a decisão.
- E para o governo?
- Para o governo o partido tem posição firmada, o partido é base do governo na Assembléia, entende que o governador Paulo Hartung está no caminho certo. É um governo que veio para trazer de volta, posso dizer, o sorriso à face dos capixabas. A gente confia nesse governo. Tenho contribuído na Assembléia para que esse governo dê certo cada vez mais. O PSB tem posição firmada com relação ao governo, vai caminhar com o governador Paulo Hartung, caso ele venha disputar a reeleição.
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Foto: Ricardo Medeiros
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- O senhor aposta na reeleição do governador. Na sua avaliação, o que falta ainda para o Espírito Santo, dentro dessa proposta de mais quatro anos?
- Eu entendo que para o governador, da maneira que ele pegou o Estado há três anos, quatro anos de mandato seja pouco para ele implementar no Estado o que ele pretende fazer. Já avançou bastante, mas ainda há pontos no governo que precisam ser acertados. Isso é público. A questão da segurança pública... Está no caminho para resolver, está tentando. Mas acho que quatro anos de mandato é pouco. Entendo que, a cada mudança de governo há um freio. Parar um trem que está em alta velocidade? Parar esse trem e fazer com que ele volte a engrenar é complicado. Entendo que a cada mudança de governo, de um governo para o outro, dois anos, no mínimo de paralisia para o Estado ou para prefeituras. Então, acredito que dar continuidade a esse governo é importante para que o Espírito Santo continue nesse ritmo de crescimento que aí está. E acho que o governador tem muito o que fazer, está no caminho certo, as ações são positivas. Por isso que eu defendo mais quatro anos para o governador Paulo Hartung.
- E na Assembléia? Quantos serão reeleitos? Qual o seu palpite ou sua previsão?
- Eu vou falar o que a gente ouve, conversando com os colegas. Uns dizem que vai haver renovação grande. O que é grande? Dizem de sessenta e cinco, setenta por cento de renovação. Outros falam em sessenta por cento. Eu gostaria de dizer que, primeiro, já existe uma sede, uma vontade da população por mudança. Isso já é natural. O povo sempre quer o novo, o povo sempre quer mudar. Então, eu aposto numa renovação de cinqüenta por cento. Acredito. Cinqüenta a sessenta por cento de renovação na Casa. Eu acredito que seja por aí.
- Há alguns deputados que são considerados evangélicos. Não da mesma igreja, mas que têm uma linha evangélica. O senhor acredita também numa renovação nessa linha?
- Acredito. Acredito que possa mudar também em relação a esses deputados que têm perfil ou são da denominação evangélica. Eu acredito que dentro dessa renovação entre os trinta, dentro do total de evangélicos também possa haver mudança.