Está chegando a hora das definições, tanto para o governador Paulo Hartung como para os seus adversários. A rumar na direção dos ventos, quando 30 de março chegar, a expectativa é de que o governador se defina pela reeleição, o PDT indique o prefeito de Vila Velha, Max Filho, e o PT entre com Cláudio Vereza.
A não ser... as surpresas que decisões dessa natureza costumam provocar. E quem diz que estão livres de acontecer? Ninguém, porque em situações dessa natureza costuma prevalecer o instinto de sobrevivência, como o que afeta o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, que de candidato natural ao governo pelo PDT é capaz de sair para a Câmara dos Deputados.
Os outros também não estão livres de surpreender. O próprio governador Paulo Hartung está indo forçado para a reeleição. Sua meta era o Senado, desde que fizesse, é claro, o seu sucessor. Um pouco distante dessa probabilidade de surpreender encontra-se o prefeito Max Filho. Esse tem preferência: é candidatíssimo ao governo. Só não será se Vidigal resolver ser.
Nessas condições de Vidigal não deixá-lo ser candidato ao governo, Max Filho terá que buscar outra alternativa. Ficar na prefeitura para concluir o mandato representa passar dois anos sem mandato: PH vai abatê-lo sem dó. Ainda mais se o governador Paulo Hartung se reeleger. Max Filho e o pai são, de fato, os únicos reais perigos para PH. Manda a regra política que se abata os inimigos. E nessa matéria o governador é perito.
Até porque os dois são realmente um perigo permanente para ele. O pai, então, a cada ano que passa mais afina a língua. Além de demonstrar o enorme prazer que tem em atacar os adversários. O filho é mais comedido, mas não fica longe. Seus tiros são também certeiros. Mas tanto o pai como o filho precisam de um mandato para exercitar as suas especialidades.
O prazo de definição está se esgotando para o governador. Consequentemente, para os outros também. Até porque quando o governador definir-se é necessário que os opositores apresentem seus guerreiros. De qualquer maneira os três - PH, Max pai e Max filho - são personagens centrais desse processo. O destino das eleições está preso a eles.
Fragmentos
1 - Apesar da vontade da Câmara de Vereadores de Vitória de votar agora em março o fim da reeleição, o vereador Zezito Maio (PMDB), que segura a emenda há mais de seis meses, insiste em não cumprir o compromisso de devolvê-la ao plenário como combinou. Prometeu entregar no inicio de março. Mas não o fez até agora.
2 - A desconfiança dos seus colegas é de que o Zezito está ligado ao desejo do prefeito João Coser de reeleger o seu colega de partido, vereador Alexandre Passos. Quer ganhar tempo para minar as resistências dos vereadores, que são imensas.
3 - A insistência de Coser em impor a reeleição de Alexandre pode lhe custar caro, diante da resistência dos demais vereadores. Ele não emplaca Alexandre com emenda ou sem emenda, como comentava com a coluna um vereador, tentando passar a idéia de que Coser é uma coisa e Alexandre é outra. Só Coser é bem-vindo. O outro eles querem rifar e vão rifar com Coser ou sem Coser.
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