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Foto: Divulgação
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| A atriz e poetisa Elisa Lucinda
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A partir das 19 horas desta quinta-feira (23) a Assembléia Legislativa inicia suas comemorações em celebração ao Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial (21 de março). Como destaque das atividades culturais, a inauguração da obra "Guerreiro Zulu", além de shows de samba e congo e recital poético com Elisa Lucinda.
As comemorações em torno do Dia Internacional de Combate à Discriminação Racial ocorrem nas assembléias legislativas de todo o País.
O evento na casa capixaba terá início com solenidade de abertura no Plenário "Dirceu Cardoso". O presidente do Instituto Brasileiro de Diversidades, Hélio Santos; a representante do Grupo Afro-cultural da Bahia Ilê Aiyê, Maria de Lourdes Siqueira; além de deputados já confirmaram presença. Na ocasião, as bandas de congo mirins de Roda D'água e Unidos de Boa Vista de Cariacica vão se apresentar.
Em seguida, será inaugurado o monumento "Guerreiro Zulu" em frente à Ales, que também contará com a apresentação de Banda de Congo das Paneleiras de Goiabeiras, do Grupo de Rap Congo Cia Cumby, Cia Enki de Dança e Movimento Hip Hop Capixaba.
Às 21 horas, a renomada poetisa capixaba, Elisa Lucinda, apresentará um Recital Poético, que homenageará a história do povo afro no Brasil. Para finalizar as comemorações do dia, haverá a apresentação da Velha Guarda do Samba Capixaba.
Na sexta-feira (24), a partir das 9 horas será realizada uma mesa redonda para discussão da Lei 10.639 de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "Histórica e Cultura Afro-Brasileira".
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Foto: Assembléia
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| O "Guerreiro Zulu", de Irineu Ribeiro
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Monumento
A obra "Guerreiro Zulu", de autoria do artista plástico Irineu Ribeiro, tem a forma de uma casaca, instrumento de percussão ícone representativo de uma importante manifestação cultural capixaba - o congo - em que o negro é depositário desse saber popular. Composto por pelo busto de um negro com pescoço alongado, a obra faz alusão ao instrumento música por meio da escultura.
Na lateral direita, acompanhada por uma haste que tem dupla função: representar a peça da casaca que serve para extrair o som por meio da fricção e simular a lança de um guerreiro africano. Na parte frontal, são apresentados sulcos divididos em planos que contêm sete cenas esculpidas em alto relevo mostrando a trajetória da participação do negro na formação socio-econômica, cultural e política do Espírito Santo.
A primeira cena representa a cana de açúcar, enquanto as demais retratam o café, a mandioca, as ruínas de Queimado, o casario do sítio histórico de São Mateus, a banda de congo e as paneleiras de Goiabeiras.
O monumento tem sete metros de altura, com um metro de largura por 60 centímetros de profundidade e será construído sobre a base quadrada de três metros por face e meio metro de altura aparente.
Fonte: Assembléia Legislativa
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