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Foto: Divulgação
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| Cena de O Prisioneiro da Grade de Ferro
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Vitória recebe entre os dias 29 e 31 de março o debate público sobre cinema e vídeo promovido pelo programa Rumos do Itaú Cultural. Além da exibição de documentários, análise sobre o gênero em palestras com a historiadora Sheila Schvarzman e a diretora Liliana Sulzbach.
A abertura da programação, no dia 29, contará com a palestra "Tendências e Perspectivas do Documentário Contemporâneo", com a participação de Schvarzman e Sulzbach, diretora de "O Cárcere e a Rua" e "O Branco".
Além da palestra, mostra com quatro filmes já contemplados em edições anteriores do Rumos Cinema e Vídeo: " 33", de Kiko Goifman; "Me Erra", de Paola Barreto Leblanc; "O Prisioneiro da Grade de Ferro", de Paulo Sacramento; e "Barra 68 - Sem Perder a Ternura", de Vladimir Carvalho. Os eventos acontecem no Cine Metrópolis, Ufes, em Goiabeiras.A entrada é franca.
Vitória é uma das 13 capitais, além do Distrito Federal, a receber a caravana que tem como centro de discussão a produção de documentário para cinema e vídeo. O projeta também visa divulgar as inscrições para a edição 2006 do Rumos, com prazo até o dia 12 de maio.
O Rumos 2006 contemplará projetos de produção de documentários com até 54 minutos de duração que tenham como tema o Brasil contemporâneo. Cada um dos cinco selecionados assinará um contrato de prestação de serviços com o Itaú Cultural no valor de R$ 100 mil.
Confira a programação:
29/03
19h30
Palestra: Tendências e Perspectivas do Documentário Contemporâneo
Palestrantes: Sheila Schvarzman e Liliana Sulzbach
30/03
às 17h, "33", de Kiko Goiffman
às 19h, "Me Erra", de Paola Barreto Leblanc.
31/03
às 17h, "Prisioneiro da Grade de Ferro", de Paulo Sacramento
às 19h, "Barra 68 - Sem Perder a Ternura", de Vladimir Carvalho.
Saiba mais!
Mais informações pelo telefone (27) 3327-6999.
Confira as sinopses dos filmes
33
(São Paulo, 2002, 74min). Direção: Kiko Goifman. Documentário no qual o diretor se propõe a encontrar sua mãe biológica. Goifman sempre soube que era filho adotivo e, aos 33 anos, num prazo de 33 dias, aventurou-se em uma experiência em que sua vida pessoal e a de seus familiares passaram a ser investigadas. Ao descobrir pistas e levantar provas de sua origem, criou uma narrativa que revela, como em um diário, suas iniciativas, angústias e incertezas. " 33" mistura diversos gêneros cinematográficos, como o film noir, e trata do universo peculiar dos detetives que atuam em um terreno movediço entre o legal e o ilegal, o público e o privado.
Me Erra
(Rio de Janeiro, 2002, 54min). Direção: Paola Barreto Leblanc. "Me erra" é um jargão usado pelos boxeadores da Academia Nobre Arte, que funciona há mais de uma década no Morro do Cantagalo, Rio de Janeiro, como uma iniciativa pioneira de boxe amador e trabalho comunitário. O documentário acompanha a rotina dos pugilistas nascidos e criados na favela, mostrando a importância do boxe em suas vidas e como o esporte transforma a realidade de uma comunidade carente.
O Prisioneiro da Grade de Ferro
(São Paulo, 2003, 123min). Direção: Paulo Sacramento. Um ano antes da desativação da Casa de Detenção do Carandiru, em setembro de 2002, detentos aprendem a utilizar câmeras de vídeo para documentar o cotidiano do maior presídio da América Latina. Investigativo na sua abordagem, o documentário revela a intimidade e a rotina do cárcere do ponto de vista dos próprios presos.
Barra 68 - Sem Perder a Ternura
(Distrito Federal, 2000, 80min). Direção: Vladimir Carvalho. A luta do antropólogo Darcy Ribeiro no início da década de 1960 para criar e implantar a Universidade de Brasília. Depoimentos e imagens de arquivo revivem os "anos de chumbo". A crise se arrastou por quatro longos anos e, em 1968, as ruas de Brasília assistiram ao embates entre os estudantes e a polícia.
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