Nos planos eleitorais do Sérgio Vidigal constam puxadores de votos de peso na Grande Vitória. A começar por ele na Serra, onde realmente é imbatível. O serrano gosta do jeito matuto dele. Espera que Max Filho conduza o eleitorado de Vila Velha em favor da sua candidatura, e o mesmo pretende com o vereador e presidente regional do PPS, Luciano Rezende, em Vitória. Em Cariacica, a advogada Aparecida Denadai vai ser o seu trunfo. Ela foi muito bem votada para a prefeitura e vai concorrer a deputada federal.
Desses que estão alinhados acima, não está definida ainda a participação do vereador Luciano Rezende. Ele está conversando com Vidigal em nível de Executiva de partido. Considera ainda cedo para uma definição. O PPS constrói a candidatura do deputado Roberto Freire à presidência da República, com as devidas influências nas eleições estaduais. Agora, quanto a contar com Luciano em Vitória, a estratégia está absolutamente correta: ele é um vereador com peso eleitoral para disputar a prefeitura.
Acertar a Grande Vitória é o primeiro passo do Vidigal. É onde a visibilidade é maior. E também a região que melhor repercute as suas gestões na prefeitura da Serra. O interior é sempre reflexo da Grande Vitória. Mas, como ele é relativamente desconhecido por lá, ainda não tem qualquer desgaste. A construção da imagem, portanto, vai depender da sua capacidade de projetar a figura do bom gestor.
No palácio da Fonte Grande, a escolha de Vidigal não mereceu reações como eram esperadas. O governador vai até o encerramento do prazo para se desencompatibilizar, mantendo o mistério, muito embora não passe pela cabeça de ninguém qualquer dúvida quanto à optação pela reeleição.
Também não precisa ser adivinho para saber que a solução Vidigal foi a que mais agradou ao governador Paulo Hartung, que deseja uma disputa de programas em vez de ataques pessoais. Calça como uma luva os desejos eleitorais dele. Não vai ser um jogo de compadre, mas vai ser uma disputa fora dos padrões habituais de troca de cotoveladas.
Fragmentos
1 - No encontro das executivas do PPS e do PDT, para examinar a probabilidade de o PPS apoiar Vidigal, foi oferecida a vice para o vereador Luciano Rezende. Mas a resposta do PPS foi de que Luciano é candidato a deputado federal, por definição e por necessidade de cláusula de barreira. O PPS aventou a possibilidade do nome do professor Fernando Herkenoff para vice de Vidigal, no caso de uma aliança entre eles. Mas considerou ainda cedo para fechar o acordo.
2 - Pretendentes à Assembléia Legislativa consideram com chances de reeleição apenas os deputados Reginaldo Almeida (PSC), Marcelo Santos (PTB), Brice Bragatto (PSOL), Zé Ramos (PFL), César Colnago (PSDB), Janete Sá (PSB), Paulo Folleto (também PSB), Robson Vaillant (PL), Gilson Gomes (PFL), Zé Esmeraldo (PDT), Rudinho Souza (PSDB) e Luiz Carlos Moreira (PMDB).
3 - Na bolsa eleitoral há convicção de que Ferraço pai e Ferraço filho serão os mais votados para deputado estadual e federal, respectivamente. Calculam que Ricardo Ferraço (PSDB) alcance a casa dos 160 mil votos e o pai, Theodorico (PTB) chegue a 50 mil votos para deputado estadual.
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