Já há um convencimento nos meios políticos de que ninguém, atualmente, brinca tanto com a sorte como o prefeito petista da Capital, João Coser. A última dele foi impor o Vital goela abaixo em cima de um bairro de formador de opinião e de empresários sediados na Enseada do Suá. Anteriormente ele havia, também no modelo goela abaixo, enfiado na população um novo IPTU que desagradou a todos, praticamente. Sem contar a vontade, que está mais do que aparente, de licenciar os espigões da Curva da Jurema, sob protesto generalizado, contido somente por medida judicial. Mas já tendo aplicado nele o desgaste necessário.
E João vai por aí achando que silenciar a Câmara dos Vereadores é o bastante para assegurar uma reeleição e ainda habilitá-lo para suceder o governador Paulo Hartung em 2010. Nem a trauletada das eleições agora o despertou para a realidade. Jogou a prefeitura inteira para eleger Givaldo Vieira deputado estadual, que logrou apenas uma modesta suplência.
Continua fazendo o gênero do governante que acha que não ter oposição, como a rigor não tem na Câmara de Vereadores, é o suficiente para garanti-lo politicamente. Que pintar casas nos morros da cidade pode valer para ele o que a Bolsa Família vale para o Lula. Prestígio junto aos mais pobres. Ou que o garante politicamente atrelar-se, como realmente atrelou-se, ao governador Paulo Hartung. Como se PH fosse o mágico da política, que, encostando nele, eliminam-se os desgastes do carona.
No que concerne ao seu partido, o PT, ele o levou para os braços do governador em troca de nada. Produziu foi uma imagem de que cuidou do seu futuro e não do seu partido. O PT, literalmente, fracassou nas eleições, fazendo dois deputados estaduais e um federal. Assim mesmo com menos votos do que tiveram nas eleições de 2002.
O João vai, enfim, num ritmo que nem a feiticeira Bete Rodrigues é capaz de salvar, com as suas fórmulas mágicas que transformam monstros em belos donzelos. Se o Coser teimar em prosseguir como anda, vai continuar fazendo lambança política, como a que está prestes a fazer. Reeleger, contra todos na Câmara, inclusive contra decisões do seu próprio partido (contrárias a reeleições), o vereador Alexandre Passos, da corrente trotskista DS, presidente da Câmara de Vereadores.
Em realidade, ele pode estar desperdiçando a grande oportunidade de realizar uma excelente administração em Vitória e galgar, como galgou como prefeito de Vitória Vitor Buaiz(na sua época também pertencendo ao PT), o governo do Estado. Mas é necessário que aprenda que não se alcança em política coisa alguma sem apoio popular. E, em matéria de apoio popular, Coser anda em baixa. Ou melhor, por baixo.
Fragmentos
1 - Pelo que corre nos bastidores da sucessão do deputado César Colnago (PSDB) na presidência da Assembléia, o próximo presidente deve ainda sair do bloco dos deputado reeleitos. Há quem aproxime do cargo o deputado do PTB Marcelo Santos e o deputado do PSB Paulo Folleto.
2 - Marcelo concorre com predicados próprios, como de lealdade ao governador Paulo Hartung, de bom trânsito junto aos demais deputados. Já Folleto é resultado do prestígio de que desfrutam, junto ao governo e à cúpula dos demais partidos, os seus companheiros de partido, senador Renato Casagrande e o prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi.
3 - Tem treta essa história do controvertido Mateusão Vasconcelos ter perdido o prazo do recurso para recorrer em favor da sua diplomação como deputado estadual. Teria feito um acordo com o deputado que está na sua vaga, José Eustáquio de Freitas, em favor de uma eleição bem apoiada para prefeito de Pedro Canário. Cujo pacote prevê também as candidaturas de Jorge Donato (PSDB) para a prefeitura de Conceição da Barra e de Amadeu Boroto (PSB) para a prefeitura de São Mateus.
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