Em entrevista ao programa Debate e Rebate da Rede Sim, o candidato à presidência da OAB/ES, Luciano Machado (foto), destacou que a Ordem precisa ver de perto os problemas dos advogados, o que não é feito na atual administração de Agesandro da Costa Pereira. O candidato da chapa Ordem e Progresso faz oposição à atual administração, que comanda a OAB há 28 anos.
Luciano disse que a OAB tem que prestar um bom serviço e defender os direitos dos advogados. "A todo tempo percebemos que os advogados estão sendo destratados nas repartições públicas. As audiências não estão sendo realizadas, ou estão sendo realizadas com atraso significativo".
Para o candidato, alguns servidores do governo deixam de fazer o atendimento adequado, o que dificulta o trabalho do advogado. "Temos que ter uma OAB forte, atuante e que defenda de forma intransigente a prerrogativa dos advogados. Nossa chapa é formada por advogados de todas as áreas - trabalhistas, criminalistas, tributaristas, cível e empresarial - do Espírito Santo".
Luciano Machado aponta que é necessário mudar muita coisa na OAB. Disse que a chapa Ordem e Progresso pretende fazer uma administração mais transparente e que faça com que o advogado tome conhecimento de todas as decisões tomadas pelo conselho. "Precisamos de uma OAB em que todas as prestações de contas sejam apresentadas de forma regular e transparente. Ninguém conhece o balanço da OAB. Porque esse balanço não é divulgado?", questionou.
Quanto à Caixa de Assistência, Luciano disse que, caso eleito, pretende ampliar os serviços de farmácia, ótica e livraria que já existem, mas de forma deficitária, além de criar novos serviços, como a criação de uma assistência privada para os advogados. "A caixa de assistência oferece muito pouco para o advogado. Basicamente, um auxílio funeral", protesta.
O candidato pretende também recuperar a inadimplência na anuidade da OAB, que é de cerca de seis dos 11 mil advogados da Ordem. "Iremos estudar maneiras de os inadimplentes regularizarem a situação na instituição, da mesma forma que tentaremos atrair novos associados", afirmou.
Eleições
Em entrevista ao Século Diário, Luciano Machado disse que as novas mudanças eleitorais feitas pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil trazem contradições que beneficiam o candidato apoiado pelo presidente da Ordem. "A nova lei dificulta o trabalho de divulgação das propostas da oposição", completa.
A nova lei eleitoral proíbe a utilização de outdoors, sendo considerado como tal qualquer meio de divulgação em espaço publicitário comercializado, em ruas e veículos, independente do tamanho. A lei também proíbe a propaganda com uso de carros de som.
Segundo Luciano Machado, existem incoerências nas modificações da norma eleitoral que favorecem sempre a continuidade de liderança da OAB. Machado cita o exemplo da permissão do envio de mensagens eletrônicas e cartas, por meio de mala direta. "A administração atual faz o uso da própria mala direta da OAB no envio de ações visando à eleição do candidato apoiado pela situação, mesmo que de forma indireta".
Outra incoerência é a permissão dos membros do órgão no desempenho dos seus mandatos, mesmo estes concorrendo à eleição. Machado acredita que a norma eleitoral deveria afastar os candidatos da administração corrente e, principalmente, afastar a figura do presidente atual das eleições. Isso impediria o uso do órgão para fins eleitorais. "Na eleição passada, o candidato à reeleição Agesandro Costa Pereira, inaugurou uma farmácia, uma ótica e uma livraria, que vendiam produtos mais baratos aos integrantes da OAB, faltando apenas três dias para a votação", denuncia.
Três chapas disputam as eleições da Ordem do Advogados do Espírito Santo (OAB-ES) que acontece no próximo dia 21 de novembro e contará com a participação no Estado de mais de 6 mil eleitores.
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