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Foto: Divulgação
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O Coletivo Entretantos não se conforma com os signos da Cidade e seus corolários - a multidão, o estranhamento, o individualismo, os problemas estruturais, o caos social. "Queremos inquietar as pessoas; a cidade é um lugar do individualismo, as pessoas não se relacionam", diz um dos integrantes, Rafael Massena.
Nesta terça-feira (21) o coletivo abre a Exposição de Registros e lança a publicação do
multipliCIDADE. Na exposição, serão apresentados ao público os registros fotográficos e audiovisuais do
multipliCIDADE e também distribuídos a publicação que ilustra a imersão da cidade de Vitória no Circuito Independente, através de uma iniciativa do Coletivo Entretantos, que aconteceu entre os dias 14 e 21 de agosto de 2006, por diversos locais da cidade.
O evento está calcado no
multipliCIDADE. Este foi um conjunto de ações e intervenções urbanas que o Entretantos produziu. Um dos intuitos das ações-intervenções foi discutir o "lugar da arte". "Vitória não participa da discussão do circuito independente. Queremos sair do cubo branco, o museu, e inserir Vitória no circuito independente de arte", destaca Massena.
O Coletivo Entretantos está fazendo dois anos. Foi criado a partir da vontade de criar um projeto coletivo no campo artístico em busca de novos desafios e da criação de projetos diferentes, da partilha de métodos de produção e de experiências.
Além disso, o Coletivo Entretantos continua a articular projetos de exposições que contornem o circuito de galerias, ou os espaços convencionais de exposição, inscrevendo-se num registro público onde integra ou aglutina outros artistas, legitimando simultaneamente os mais diversos tipos de expressões. Marcus Vinícius e Renato Marianno são os outros integrantes do coletivo.
Na noite de abertura da exposição, serão realizadas projeções audiovisuais na galeria com o vídeo-registro das ações e intervenções urbanas que aconteceram durante o
multipliCIDADE.
Mas, pra quê "inquietar as pessoas"? Massena sustenta que essas ações-intervenções do Entretantos buscam reeducar o olhar do citadino, empedernido pelo excesso, retrabalhar os pensamentos. A cidade é isso: tudo ao mesmo tempo querendo atenção.
O projeto
multipliCIDADE: projeto de ações e intervenções urbanas é uma publicação impressa, gratuita e sem fins lucrativos, concebida pelo Coletivo Entretantos para ser um importante instrumento de registro e difusão da memória do projeto homônimo de ações e intervenções urbanas. A publicação tem um conteúdo diferenciado, apresentando imagens e escritos de artistas e críticos, que buscam o desenvolvimento da arte a partir de uma perspectiva da consciência crítica, criativa e transformadora, enfatizando iniciativas independentes e ações coletivas. O conteúdo abarca as discussões apresentadas durante o Ciclo de Palestras - realizado na Galeria Homero Massena concomitante ao fomento de ações e intervenções -, depoimentos de artistas, a relação arte e espaços públicos, passando por experiências que evidenciam que o lugar da arte é a cidade.
A publicação conta com a colaboração dos artistas Felipe Brait, Diego Ponder, Viviane Cavalheiro, Rafael Massena, Bernadette Rubim, Renato Marianno, Marcílio Riegert, Márcio Vianna, Marcel Fernandes, GIA - Grupo de Interferência Ambiental, EIA - Experiência Imersiva Ambiental, Catedral Rosa, João Manoel Feliciano, Pedro Olaia, Marcus Vinícius, Pedro Costa, Jean Sartief e Claudia Paim.
Serviço
A abertura da Exposição de Registros e o lançamento da Publicação
mulipliCIDADE - projeto de ações e intervenções urbanas, se realizarão nesta terça-feira (21), às 19h30, na Galeria Virginia Tamanini, Praça João Clímaco, 54, Cidade Alta
Vitória. A exposição vai do 22 de novembro até 8 de dezembro.Visitas de Segunda a sexta, das 13h às 18h. Informaçõe (27) 32239596
Saiba mais
Clique aqui e entre no blog do Coletivo Entretantos
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