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Foto de: Vitor Lopes
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Com relativa boa aceitação por parte do público, que está comparecendo às sessões de exibição dos filmes, a Mostra Transborda tem deixado transparecer alguns erros que causam desconforto no público e nos realizadores.
A abertura do evento na terça-feira (3), no Cine Metrópolis, Ufes, já foi uma prova de um sintoma de desorganização. Um dos homenageados da noite, o diretor Seu Manoelzinho foi muito bem tratado durante a cerimônia pelo reconhecimento do seu trabalho. Bem respeitado e recebido de forma carinhosa pela produção do evento, não pôde falar (ou ele mesmo não quis) no lançamento do seu filme no Cine Metrópolis, uma das principais casas de cinema do Estado. O clima foi estranho. Sabia-se da alegria de Seu Manoelzinho apenas por meio do seu sorriso.
No primeiro dia de exibição da mostra competitiva, quarta-feira (4), os realizadores foram deixados na borda. Com o evento começando atrasado, a produção preferiu voltar a agradecer a equipe de apoio do que dar vez aos diretores ou seus representantes para que estes pudessem falar sobre os filmes que seriam exibidos naquela noite.
O público ficou sem saber quem eram os realizadores daqueles vídeos. O fato da própria seção capixaba da Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas não dar voz aos realizadores causou constrangimento no público e entre os realizadores selecionados. Parte do tempo que poderia ter sido usado para isso foi cedido para que a videomaker paulistana Mariana Botti falasse rapidamente sobre o seu projeto Brócolis VHS, sendo que ela tinha acabado de dar uma palestra sobre o grupo.
As falhas do sistema de som do Cine Metrópolis, baixo volume e som estourado, antigo problema que já acompanha o público há tempos, foram evidenciadas logo no primeiro vídeo da mostra competitiva,
O eterno conflito entre pais e filhos, da produtora paulistana Tubarão Filmes. A produção afirmou que, mesmo tendo sido selecionado, este vídeo encontra-se fora de competição.
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Foto de: Vitor Graize
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| Seu Manoelzinho durante a primeira noite do Transborda
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Outro problema é que não houve intervalos entre um vídeo e outro. Quem piscou possivelmente perdeu o título de abertura do vídeo
Grinalda de Erly Vieira Jr., podendo ter achado que era a continuação da produção anterior.
Outro fato que desagradou ao público foi a exibição do making of do vídeo
O filho da pauta. Atenta, a produção evitou que o mesmo acontecesse com o
Chupa-Cabras, uma das produções mais bem recebidas da noite.
Mas os maiores empecilhos da noite foram os problemas enfrentados com alguns vídeos. Por falha ou no aparelho de DVD ou na mídia, o vídeo
Acho que é isso sequer foi exibido.
Falhas também ocorreram durante a exibição do documentário
O Caso Araceli: a cobertura da imprensa. As cenas foram cortadas involuntariamente, o som tinha oscilações de intensidade durante as falas, comprometendo a totalidade da exibição e a narrativa do documentário.
Saiba mais!
A Mostra Transborda continua nesta quinta (5), sexta (6) e sábado(7), com palestras, oficinas e exibição de vídeos no Cine Metrópolis, na Ufes. Mais informações no site
www.abdcapixaba.com.br.
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