Vitória (ES), edição de 11 de setembro de 2006

Economista começa vida política
disputando o governo do Estado



Renata Oliveira
Fotos capa: Riokan

O economista Afonso Sarlo encontrou um jeito inusitado de iniciar sua carreira política. Em vez de começar como todos os políticos, pelas câmaras de vereadores ou pela Assembléia Legislativa, ele entra na disputa a governador, pelo PSDC. Com a hegemonia do governador Paulo Hartung na disputa, ele espera ficar bem colocado, pelo menos entre o chamado segundo pelotão.

Sarlo é um aventureiro. O motociclista, porém, reconhece suas poucas condições de conseguir um bom desempenho nesta eleição. Mesmo assim, não desiste. Passou muito tempo na Califórnia, Estados Unidos, e, por isso, seu reduto eleitoral é praticamente limitado ao plano familiar. A equipe de apoio é reduzida e não há suporte financeiro para estruturar sua campanha.

Seu objetivo nesta eleição é questionar o favoritismo do governador. "Entrei para dizer ao povo capixaba do meu descontentamento com a realidade política do nosso Estado. Não é verdade o que as pessoas pensam em relação ao governador Paulo Hartung. Existe uma série de coisas e uma série de problemas que ele não resolveu", disse.

Sobre a sua expectativa de votação, o candidato é modesto: quer sair do um por cento. "No começo da campanha, meu objetivo era o de chegar em terceiro, ou seja, ser o mais conhecido do segundo escalão. Vamos botar o primeiro, que seria Paulo Hartung e Sérgio Vidigal, e depois quatro candidatos, Afonso, Daniel, Figueiredo e Elias. A minha idéia é chegar primeiro entre os quatro e fazer uma carreira política a partir desse resultado", projetou.

Ele argumenta que já teve um desempenho, começou a campanha em último dos quatro do segundo pelotão e hoje está em terceiro. Mas orgulha-se de não sofrer rejeição.

Após saber o resultado das urnas, Afonso Sarlo definirá seu futuro político. Se conseguir ser conhecido, pretende continuar na vida pública. "Eu, na verdade, sou formado em Economia, sou técnico em Segurança do Trabalho e tenho outros cursos na área de petróleo e sou graduando em Engenharia de Petróleo. Então, eu quero continuar com o meu lado profissional. Se não acontecer na política, a experiência foi válida. Se ficar em terceiro lugar, vou reestruturar minha mente, vou reestruturar minha maneira de pensar e saber que diretrizes eu tomo na vida política".