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Quem disse que não temos
um bom esportivo nacional?





Foto: Divulgação

Vejam algumas fotos tiradas por um simples admirador. Na verdade, foi paixão à primeira vista. Sem saber nem do que se tratava, um motoboy de São Paulo se encantou com o novo Lobini H1, pensando na primeira hora que se tratava de um importado italiano ou alemão. Acontece que este é o esportivo nacional mais rápido e mais atraente já produzido. O Lobini H1 é fabricado artesanalmente em Cotia (SP), perto de Embu, cidade conhecida pela feira de arte, o que torna a analogia quase inevitável. Afinal, são produzidas três unidades ao mês. Realmente trata-se de uma peça rara.

Quem passa pelo imóvel fechado por um portão alto de ferro não imagina que o lugar esconde uma fábrica desse automóvel fora-de-série. Seu visual é o que mais chama a atenção - basta ver a reação do entregador, que não é diferente da de muitos motoristas que passam ao lado do veículo, cujo design é inspirado em esportivos ingleses e em carros de Fórmula 1 dos anos 60.

Ajudam a completar o conjunto esportivo o farol, a lanterna e o pisca separados, o aerofólio e as saias laterais, o santantônio aparente e as portas que abrem para cima - tipo tesoura. O motor traseiro é o mesmo que equipa o antigo Volkswagen Golf GTI de 180 cv (cavalos). A fábrica pode trocar este pelo novo propulsor de 193 cv, mas já nos contentamos com o atual.

Seu chassi é uma estrutura tubular, e a carroceria traz plástico reforçado com fibra de vidro. Por ser aproximadamente 300 kg mais leve, o Lobini virou o mais rápido automóvel nacional. Segundo a fábrica, com o motor atual ele acelera de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos. O novo Golf GTI o faz em 7,5 segundos.

Foto: Divulgação

Por dentro o H1 parece familiar. É que, assim como o motor, vários de seus componentes são herdados de outros modelos conhecidos. Os mostradores são do Golf, os comandos do vidro elétrico do Chevrolet Corsa, os do ar-condicionado do Ford Ka e assim por diante. A posição de dirigir é, como manda o figurino esportivo, baixa.

Já estava pronto para os solavancos, mas a grata surpresa foi uma suspensão bem mais macia do que se pode esperar de um veículo desses. A suspensão é independente nas quatro rodas, com braços triangulares. As molas ficaram mais macias em relação ao protótipo, que rodou durante quase dois anos. Como resultado, uma condução sem sustos e um interessante barulho de motor, sobretudo quando o turbo enche. A estabilidade é boa. Quem não está acostumado deve estranhar a visibilidade em um veículo assim.

Entre os itens de série do modelo, que custa R$ 170 mil, estão direção hidráulica, ar-condicionado, painel com ajuste de altura e profundidade, toca-CDs, vidros elétricos, botão de partida e bancos do tipo concha reclináveis (há um pequeno espaço para bagagem). Como opcionais há controlador de velocidade, navegador e aproximadamente 16 mil opções de cores. Na unidade testada havia ainda sensor de estacionamento. A capota é fácil de remover de forma manual (pesa apenas 5 kg).

"Uma das curiosidades é que o cliente pode visitar a fábrica e ver o carro que está sendo feito especialmente para ele", afirma José Roberto Nogueira da Silva, chefe de produção da Lobini. Até agora foram produzidas 26 unidades, das quais 20 já rodam por aí (nenhuma foi comprada por mulher). Se você comprar um desses e parar ao lado de outro igual no sinal, trate de ir direto à casa lotérica mais próxima.