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Foto: Divulgação
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| Paraíso no Inferno
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Capixaba nascido em Vitória em 1936, Joel Barcellos é parte da história do cinema brasileiro. No Espírito Santo, fez alguns trabalhos, principalmente na década de 70, mas ainda tem planos de trabalhar por aqui. Nesta quarta-feira (15), Joel participa no Cine Metropolis da
III Mostra Produção Independente - A Vida é Curta, na mesa de debate
Por uma memória do cinema capixaba.
Um dos maiores atores do cinema novo, Joel Barcellos teve sua formação teatral com o Teatro de Arena de São Paulo e fez parte de uma geração que sonhava em mudar o mundo através do cinema. Com mais de cinco décadas de carreira, atuou em mais de 100 filmes no Brasil e no exterior e fez trabalhos em novelas e especiais da Rede Globo.
Ele se destacou pelos filmes que fez na época do Cinema Novo, como
Cinco Vezes Favela (1962);
O Fuzis (1964), de Ruy Guerra;
O Desafio (1965), Paulo César Saraceni;
A Falecida (1965), de Leon Hirszman; e
A Grande Cidade (1965), de Cacá Diegues.
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Foto: Divulgação
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| Paraíso no Inferno
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No cinema marginal, em
Jardim de Guerra (1968), de Neville d´Almeida - pelo qual recebeu o prêmio de melhor ator no Festival de Brasília - e
Agonia (1978), de Julio Bressane. Produziu e dirigiu um dos poucos filmes em que Glauber Rocha atuou,
O Rei dos Milagres (1971). Na carreira internacional, na Itália, fez grandes parcerias com o amigo Bernardo Bertolucci. Ele acaba de finalizar o longa
Impérios, filmado em 1998, com um roteiro cinematográfico que inclui Brasília, Roma e Pequim, propondo a reunião dos três impérios: Brasil - beleza; Pequim - sabedoria; e Roma - arte.
Em entrevista por telefone ao
Caderno A, Joel Barcellos, aos 71 anos de idade, mostra-se uma pessoa bastante falante, cheio de planos e confiante na nova geração que está fazendo cinema.
Vitória
"Em Vitória eu fiz
Sagarana, O Duelo (1972),
Paraíso no Inferno (1975) e fiz a visita do papa em Vitória em 1991. Mas some tudo aí. Atualmente acho legal o trabalho que está sendo feito com o Festival [Vitória Cine Vídeo]. Meu próximo projeto em Vitória é muito ambicioso. Eu prometi ao Ruschi que quando tivesse a idade dele, faria um filme sobre ele. E agora eu estou com 71 anos, que é a idade que ele morreu. Agora eu não tenho mais condições de dirigir, mas estou procurando um diretor para fazer a vida do Ruschi. Eu fiz um início de roteiro, eu reviveria ele. Foi a promessa que fiz a ele. Não sei aí em Vitória quem se interessa por fazer".
Nova geração
"Eu tenho acompanhado toda a nova geração. Eles estão bem experimentais porque eles estão trabalhando com uma tecnologia bem diferente do cinema novo, que é a minha época. É uma coisa muito mais maleável essa coisa toda, do digital. Dá pra fazer uma nova revolução, mas está embrionário ainda. Cada um faz o que segue o coração, não a mente. Não é uma coisa que a gente tinha no cinema novo, que era tentar mudar o mundo através do cinema, o que alcançou repercussão nacional, porque era um cinema revolucionário. É normal no início você olhar para o seu umbigo mesmo, mas acho que até o final da década isso vai ser completamente mudado. Nisso eu coloco os jovens cineastas, não a empresa global, que eu não sou um grande admirador".
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Foto: Divulgação
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| Paraíso no Inferno
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A mostra
"Eu acho maravilhoso, porque só olhando para o passado você pode decidir o futuro. Em 1920 era concorrência com Chaplin, com o cinema mudo. Era uma concorrência extremamente desleal que não se compara com essa nova geração que vai explodir agora, porque eles têm a nova tecnologia. Eles têm o
YouTube que eles colocam um filme e vai para o mundo inteiro. Era um meio pré-histórico quase, ancestral. Agora os jovens contam com o
YouTube, que eu acho muito bom".
Serviço
Mesa de debate
Por uma memória do cinema capixaba, nesta quarta-feira (15), às 20h, na
III Mostra Produção Independente - A Vida é Curta, no Cine Metrópolis, Ufes. Com Joel Barcellos, Anna Saiter (subsecretária estadual de cultura), Luiz Tadeu Teixeira (jornalista e cineasta), Ramon Alvarado (cineasta), Orlando Bomfim (cineasta) e Ricardo Sá (cineasta) como mediador. Às 23h, após a mostra competitiva, vai ser exibido na
Sessão Especial - Obras Raras o filme
Paraíso no Inferno (1977, 72 minutos), de Joel Barcellos.
Saiba mais!
Clique aqui e acesse o site da
III Mostra Produção Independente - A Vida é Curta.
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