Para Rubem Braga, Joel Silveira não passava dum cascateiro. Há quem diga que eles viviam às turras, mas, calma lá, no bom sentido. Correspondentes na Segunda Guerra, os dois se conheceram entre um bombardeio e outro. Da experiência extraíram um livro, cada qual o seu; contudo em épocas muito diferentes.
Um belo dia, estava Joel na casa do capixaba. Ele, alguns amigos, afora o anfitrião. E eis que alguém lhe pede um livro sobre sua experiência como correspondente de guerra (Rubem já escrevera o seu). Aí Joel não se agüentou: impiedoso, lançou seu veneno. "Só vou fazê-lo depois que o Rubem morrer. Ele vive dizendo que eu só escrevo cascatas!". Dito e feito: foi o Rubem morrer que Joel pôs as mãos na massa.
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