Vitória (ES), edição de 29 de agosto de 2007    
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Rumo à Estação Futuro



Leonardo ViSo
Foto capa: reprodução do vídeo Auto Vitrato

  
Foto: Divulgação
  
Um não é o suficiente, dois já é interessante. E três? Seria mesmo demais? O REC - Festival Nacional de Vídeos Universitários chega a sua terceira edição que, além do diretor Jorge Furtado, traz a dúvida: qual o rumo do festival? O REC cresceu muito e agora precisa decidir se sai da "casa da mãe" para ganhar o mundo ou se continua fazendo o trabalhado de casa. Metáforas à parte, esta edição é tida pela organização como decisiva.

Antes de falar sobre as perspectivas de futuro, um pouco da edição do presente. De 160 inscrições, foram selecionados 47 vídeos de várias regiões do país para a Mostra Competitiva nas categorias de Melhor Vídeo, Melhor Ficção, Melhor Documentário, Melhor Animação, Melhor Vídeo Publicitário e Melhor Vídeo Clipe/Vídeoarte e Júri Popular.

"A participação de trabalhos de fora do estado triplicou. Metade deles vem de outros estados. E inclusive teremos participação desses realizadores, que vieram para o Festival", conta Rodrigo Rossoni, professor da Faesa, orientador do projeto e membro da comissão organizadora. A participação externa, além de consolidar o caráter nacional da mostra, reflete na produção local que encontra o espaço de exibição como estímulo.

Desde 2005, o REC acontece no auditório da Faesa, em São Pedro. Mas este ano, pela primeira vez, parte de sua programação será realizada fora do campus da faculdade. Uma sessão comentada de Saneamento Básico - O Filme com o diretor Jorge Furtado será realizada no Cine Ritz Norte Sul, em Jardim Camburi.

"Essa edição vai nos dar a real dimensão do festival. E saber como vai ser daqui a diante. Se o festival se profissionaliza, se continua na faculdade e até mesmo se acaba", afirma Rossoni. Será por isso que o cartaz do REC é uma pessoa num corredor com muitas portas? Ou ela entra em uma delas ou baterá com a cara na parede.

  
Foto: Divulgação
  
O REC tinha tudo para virar "uma reunião de colegas de classe", mas fugiu da sua tendência histórica, vide seus antecessores, e ganhou a presença de Jorge Furtado. Ainda na última edição, a organização tinha a vontade de trazer alguém para o festival. "Primeiramente pensamos em alguém da área acadêmica, já que é um festival universitário. Depois pensamos em nomes ligados a produção cinematográfica. Discutimos alguns nomes que não mostraram muito interesse ou estavam com agenda sem data. Com isso resolvemos abandonar a idéia", diz Rossoni.

Entre esses nomes figurava o de Jorge Furtado que apesar de não poder na época, sinalizou interesse para a edição posterior. "A escolha do Jorge Furtado é baseada na produção dele como diretor e roteirista, por fazer cinema fora do eixo Rio-São Paulo e por ter ligação com o público universitário. A única dificuldade em trazê-lo foi em relação à data, já que nem cachê ele cobrou, para a nossa surpresa", lista.

A preocupação quanto aos rumos do festival é paralela aos rumos das vidas dos membros da comissão organizadora. Além de Rodrigo Rossoni, outros três ex-alunos da faculdade compõem a organização e criaram o festival - André Felix, Charlaine Rodrigues e Milena Ribeiro. "Somos apenas quatro pessoas, mas acreditamos muito no que estamos fazemos e isso nos multiplica. Todo o trabalho é feito sem remuneração, feito de sonho, sangue e desejo. Como conseguir esse engajamento de uma nova equipe?", questiona Rossoni.

Quando foi convidado para ser o orientar o REC, Rossoni se questionou sobre o porquê da escolha. Depois de um tempo, perguntou aos próprios alunos. "Eles responderam que queriam alguém que se envolvesse e não apenas uma figura ilustrativa", comenta. Mesmo sendo "apenas" o orientador do evento e não sendo da área do audiovisual, Rossoni entra de cabeça no Festival.

  
Foto: Divulgação
  
O engajamento foi tanto que até sob chuva de domingo ele já trabalhou pelo festival com os demais. Para o professor, o REC terá que se profissionalizar para se manter, uma vez cresceu e não dá mais para ser mantido nas horas vagas. "A dimensão do trabalho no festival é enorme. Todos têm também seus projetos e empregos. As pessoas precisam seguir a vida. Não se pode viver só de sonho".

Serviço
O 3º REC - Festival Nacional de Vídeos Universitários começa nesta quarta (29) e vai até sexta-feira (30), no Auditório da Faesa, Campus II. Rodovia Serafim Derenzi, 3155, São Pedro, Vitória. A abertura será na quarta-feira, às 19h, e a mostra competitiva acontece na quarta e na quinta, das 19h30 às 22h. Na sexta-feira, o cineasta Jorge Furtado lança seu novo trabalho, Saneamento Básico - O Filme, às 14h no Cine Ritz Norte Sul, para convidados. Às 19h, o diretor faz palestra aberta ao público no auditório da Faesa.

Saiba mais!
Clique aqui e vá ao site oficial do 3º REC - Festival Nacional de Vídeos Universitários. Lá é possível conferir os selecionados para a Mostra Competitiva e para a Mostra Livre, além da programação completa do festival.


 

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