A exposição
Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência é conseqüência da pesquisa de campo em 11 comunidades quilombolas remanescentes. A pesquisa e a cartografia são do geógrafo e pesquisador Rafael Sanzio Araújo dos Anjos, professor da Universidade de Brasília (UNB) e as imagens são do fotógrafo documentarista André Cypriano. Elas foram feitas em negativo convencional preto-e-branco, tratadas digitalmente.
A curadoria é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Comunicação e Produções Culturais, e de Lucrécia Couso, artista plástica. O material faz parte do livro
Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência, patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.
Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência retrata o cotidiano dessas comunidades, abordando temas como as relações com a terra e a territorialidade, o desenvolvimento sustentável (resgate da cultura local, principalmente com o incentivo ao artesanato e à agricultura), as relações sócio-culturais nas diversas manifestações festivas e religiosas, a preservação dos vínculos e manutenção da ancestralidade dessas comunidades e seus principais personagens.
Sobre André Cypriano
André Cypriano é paulista e vive nos Estados Unidos desde 1990. Documenta há vários anos estilos de vida e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo, com uma tendência para o raro e extraordinário. Ele fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (
Nias: Pulando Pedras), práticas de rituais em Bali (
Bali: Uma Busca Espiritual) e a Penitenciária de Cândido Mendes, na Ilha Grande, Rio de Janeiro (
O Caldeirão do Diabo). Atualmente, trabalha como fotógrafo free lancer em Nova York e continua envolvido em projetos sociais e culturais.
Serviço
A exposição
Quilombolas - Tradições e Cultura da Resistência, com fotografias de André Cypriano, está na Casa Porto das Artes Plásticas. Praça Manoel Silvino Monjardim, 66, Centro, Vitória (antiga Capitania dos Portos). Visitação de segunda a sábado, das 10h às 20h. Até 21 de dezembro. Informações: (27) 3381-6929.
Fotos: André Cypriano
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Nas tradições africanas, as mulheres e os mais velhos são os responsáveis pela transmissão oral do saber e do conhecimento. Esta é uma referência estrutural na existência e manutenção do espaço tradicional dessas comunidades. Comunidade: Curiaú Macapá - AP. Isidia Ramos da Costa
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A falta de água tem sido uma das grandes dificuldades nos espaços tradicionais. Comunidade: Itamatatiua, Alcântara (MA)
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A falta de água tem sido uma das grandes dificuldades nos espaços tradicionais. Comunidade: Itamatatiua, Alcântara (MA)
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Os quilombos contemporâneos revelam um Brasil ainda em processo de
conhecimento. Eles são o espelho de um espaço brasileiro precioso que nos remete ao passado, à resistência histórica, à idéia de territorialidade como agregadora das matrizes religiosas e até mesmo dos sincretismos e das miscigenações. A preservação dos espaços sagrados e religiosos nos territórios quilombolas é também um modo de manter vivas a tradição oral e a memória cultural dos antepassados. Comunidade: Cafundó, Sorocaba (SP)
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No cotidiano de um espaço quilombola contemporâneo mistura-se tanto a
arquitetura mais recente das moradias quanto o secular carro-de-boi. Comunidade: Mocambo, Porto da Folha (SE)
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Dentre as atividades básicas de sobrevivência de uma terra quilombola, a pesca figura como uma das fundamentais. As técnicas empregadas revelam um conhecimento ancestral preservado pela necessidade cotidiana. Comunidade: Mocambo, Porto da Folha (SE)
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Débora Lúcia Figueiredo de Souza. Comunidade: Rio de Contas,
Barra do Brumado (BA)
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O espaço comunitário tem uma função estrutural para a sobrevivência de um território quilombola. É o lugar de encontros, da organização, da decisão, das discussões, dos problemas e das soluções. É uma das instâncias de afirmação do poder da comunidade tradicional. A casa de farinha é exemplo de um dos principais espaços de trabalho comunitário. Legenda: Conceição dos Caetanos, Tururu (CE)
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Maria Judite de Oliveira Pereira. Comunidade: Jauari/Pancada,
Oriximiná (PA)
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