Agora, um exercício de exaustão de uma das imagens-clichê do VJing: o trânsito que se dilui em rastros luminosos conforme se deixa desfraldar pela câmera-carro; esse
traveling impressionante que banaliza a sensação da metrópole.
Aqui, a gravação em vídeo é reconstituída pelos
sprites bidimensionais de
F-ZERO (Nintendo, 1990), videogame de corrida que, à época do seu lançamento, prometia uma sensação incomparável de
velocidade. Hoje, ao nosso olhar acostumado, os 500 km/h alcançados por seus carros futuristas parecem quase bucólicos.

Com o uso de um aplicativo emulador, partidas de
F-ZERO jogadas em tempo real podem ser manipuladas elasticamente. Assim, liberta de seu hardware primitivo, a imagem atinge uma aceleração sem precedentes, que desfaz o espaço diegético e torna o jogo impossível - um mero espetáculo de descontrole, que culmina inevitavelmente na explosão de GAME OVER.
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