Os meios de comunicação de massa publicaram na terça-feira (25) o apelo que o papa Bento XVI fez à preservação do ambiente.
A “Folha de S. Paulo”, entre outros, transcreve despacho da France Presse: “O Papa Bento XVI lançou nesta terça-feira um apelo à paz no mundo e expressou sua preocupação com a degradação do ambiente durante sua tradicional oração de Natal, transmitida em todo o mundo.
De Belém a Roma, as comemorações foram dominadas pelas preocupações com as conseqüências da exploração imprudente e excessiva dos recursos do planeta.
Na véspera, durante a Missa do Galo, Bento XVI havia expressado sua preocupação diante "das condições em que se encontra hoje a Terra, devido à utilização abusiva dos recursos e de sua exploração egoísta e imprudente".
A informação não pára aí: “O chefe da Igreja anglicana, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, também defendeu nessa terça-feira a preservação do ambiente, alertando seus fiéis contra a "avidez" humana que ameaça o frágil equilíbrio do planeta”.
As manifestações dos dois líderes religiosos foram feitas dez dias após as agências de notícias e correspondentes especiais relatarem, de Bali, na Indonésia, que, com atraso de um dia, terminou pouco antes das 18h30 (8h30, em Brasília) os resultados da reunião sobre mudança climática das Nações Unidas. A ênfase é o “acordo histórico”, depois que o governo americano fez “concessões” no combate à mudança climática durante o encontro, cedendo às pressões internacionais.
As “concessões” norte-americanas na verdade foram uma balela. Uma coisa é os Estados Unidos da América reconhecerem as recomendações do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), que mal aparecem em nota de rodapé do documento aprovado. Noi relatório é expresso a necessidade de metas de cortes de redução de emissões nos países ricos de 25% a 40% até 2020. Outra, expressar a determinação governamental de que o país signatário cumprirá tais metas.
A adoção imediata de medidas que reduzam a emissão dos gases de estufa, que provocam o aquecimento global, dos quais o principal é o gás carbônico (CO2), é essencial. Pois alerta o IPCC que até 2099 a temperatura global poderá subir até 6 graus. Essa é a pior hipótese. Mas, mesmo que cessem as emissões de CO2, a temperatura global subirá 0,9 grau.
Com o aumento da temperatura haverá o degelo dos pólos e das regiões de grandes altitudes. É inevitável o aumento do nível dos mares, que pode chegar a até seis metros neste século. Há uma catástrofe anunciada.
É disso que têm clareza os lideres dos católicos e dos anglicanos. Certamente daí resultam os seus apelos. Sabem também que os homens consumem mais do que o planeta pode repor e, o que é pior, o consumo só cresce.
Aos cidadãos que obedecem a estas lideranças, mãos à obra: que cumpram suas partes para redução do que emitem de gases do efeito estufa, incluindo redução do uso dos seus carros.
Aos católicos e anglicanos, como os de outras religiões, e os racionalistas, enfim, todos os que têm clareza do papel deletério que os Estados Unidos da América, a China e outros países cumprem no aquecimento global, que apliquem ainda medidas laicas que circulam na internet. Entre elas, a de não comprar produtos norte-americanos ou chineses; suas indústrias são as fontes principais do aquecimento do planeta.
Temos de ter clareza da catástrofe que se avinha. E que ela será em maior ou menor grau segundo a participação de cada um!
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