Se dependesse do presidente regional do PT, deputado estadual licenciado Carlos Casteglione (foto), as contas do prefeito de Castelo, Cleone Gomes do Nascimento, referentes ao exercício de 2005, seriam aprovadas. As contas foram rejeitadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas do Estado (TCES), mas, para Casteglione, elas "não apresentam incorreções graves".
O dirigente petista disse que tem acompanhado com atenção o impasse nos processos de votação do parecer do TCES, que por duas vezes consecutivas levou à suspensão dos trabalhos na Câmara Municipal de Castelo, encarregada de aprovar ou não as contas do prefeito. O assunto foi transferido para o próximo ano, após o fim do recesso parlamentar, mas Carlos Casteglione disse que na sua expectativa as contas serão aprovadas.
Casteglione lembrou que no primeiro turno da votação na Câmara Municipal, no dia 19 deste mês, os vereadores aprovaram por unanimidade as contas do prefeito Cleone do Nascimento. Entretanto, em duas sessões no segundo turno os trabalhos, foram suspensos diante de uma tendência de os vereadores acompanharem o parecer do TCES. A última sessão ocorreu na quarta-feira (26), e quatro vereadores inclinavam-se a votar pela rejeição das contas, restando a favor do prefeito cinco votos, quando ele necessita de pelo menos seis.
Para Carlos Casteglione, o prefeito Cleone do Nascimento tem respondido à altura as expectativas daquela população, que tem aprovado sua administração. Em virtude disso, ele acredita que os vereadores irão aprovar as contas do prefeito, que entre as irregularidades apontadas pelo tribunal está o gasto de R$ 2,5 milhões sem autorização do legislativo.
Provável candidato à reeleição, Cleone do Nascimento exerce pela primeira vez um cargo eletivo, e é um dos cinco prefeitos do PT no Estado. Em Castelo, no entanto, ele desmantelou o partido após romper com seu vice, João Calegari, que mudou-se para o PSB, enquanto dezenas de outros petistas ingressaram PSOL da ex-deputada estadual Brice Bragatto.
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