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Foto: Maria Camargo
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| Marcelo e Baden
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"Essa parceria começou em Ramos, na casa do meu avô Pixinguinha. Meu pai, Alfredinho, ao piano, e Baden, ao violão, trocaram os primeiros acordes dessa história, que originou a valsa
Linda, de autoria de papai, gravada por Baden em 1958. Quando a nota não era a certa, Pixinguinha, da cozinha, dizia ao filho: 'é bemol Alfredinho, é bemol!'. E, Paulo César Pinheiro, vizinho de rua, já ouvia tudo. Esse disco é afinidade e desafio! É a minha casa. É de onde venho e para onde vou."
A fala acima é do cantor carioca Marcelo Vianna sobre seu recém-lançado disco
Cai Dentro (Lua, R$ 18,90 em média), que apresenta sambas - alguns, "clássicos" - dos parceiros Baden Powell e Paulo César Pinheiro, além de duas músicas inéditas da dupla.
A junção de Baden e Pinheiro pode ser traduzida como um dos encontros mais expressivos da música brasileira. A dupla produziu, com excelência melódica e poética, alguns dos maiores sucessos da nossa história, entre eles,
Cai Dentro,
Aviso aos Navegantes e
Samba do Perdão. Foi em 1967 que Baden e Pinheiro começaram a desenhar a primeira parceria. O violonista apresentou ao letrista melodia baseada no folclore baiano e pediu que o amigo pusesse letra. Assim nasceu
Lapinha.
Marcelo Vianna vem se dedicando ao samba, marca registrada de seu repertório, elegendo os melhores do gênero, normalmente os bem cadenciados e pouco conhecidos do grande público. Seu primeiro disco
Teu Nome, Pixinguinha (Biscoito Fino, 2002), recebeu críticas elogiosas e trouxe raridades de seu avô, entre elas
Sabiá e
No Terreiro de Alibibi, até então inéditas.
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Foto: Divulgação
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Vianna começou a carreira no início da década de 90. Foi apadrinhado por João Nogueira no projeto Novo Canto e participou dos musicais
Samba Valente de Assis,
Pianíssimo,
Orlando Silva - O Cantor das Multidões e de shows com Baden Powell e Paulinho da Viola. Em 1999, foi semifinalista do
Prêmio Visa Edição Vocal.
Em
Cai Dentro, o cantor rastreia a parceria destes dois mestres, com os sucessos já gravados pelos melhores intérpretes do Brasil, oferecendo sua própria leitura. Tem ainda canções inéditas da dupla, um presente de Paulo César Pinheiro, guardado até então afetivamente pelo poeta. O disco foi produzido por Marcelo, pelo violonista Ulisses Rocha e pelo pianista Phillipe Baden Powell, filho de Baden.
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