Deu certo a tática dos radicais, que estão no sindicato dos Previdenciários há quase 20 anos, ao substituir a eleição perdida por uma outra, nova. Tanto deu certo que ela já começa uma nova eleição, vejam o absurdo, enquanto que a outra, que eles perderam, aguarda decisão judicial.
Inacreditável. Mas é verdade. Infelizmente a Justiça não deu conta do absurdo que é fazer uma nova eleição sem que as maracutaias do sindicato estivessem devidamente apuradas. O que assistimos neste espaço de tempo foi o Sindprev fazer campanha à vontade, principalmente através da televisão. Com o dinheiro do sindicato, logicamente.
O certo seria a Justiça deixar a nova eleição para depois de julgado o recurso da primeira, que, inclusive, diante da iminente derrota, partiu da chapa do sindicato. Eles melaram as eleições, num manobra sórdida, e agora habilitam-se numa nova. É muita vantagem.
É duro que situação dessa natureza ainda ocorra nos meios sindicais patrocinados por grupos de esquerda. Pois a urna, que serviu ao pedido de anulação, foi violada por eles próprios. A coisa é tão clara, ou melhor, claríssima, que a gente não entende como a Justiça não enxergou logo no primeiro momento. Pois todo o controle do processo eleitoral estava em poder da diretoria que impugnou a urna.
Dito o que foi dito, tramas e mais tramas para manter o sindicato no poder e em poder da corrente política, é correto comentar como dirigentes sindicais aprontam para permanecerem no poder, contrariando o desejo da sua própria base e assassinando a democracia.
Afinal, como mostraram os números conhecidos da primeira eleição, à exceção da urna impugnada, a vitória da oposição foi tranqüila. Agora, como conceber uma nova eleição na mesma direção, com as mesmas pessoas, ou seja, com os mesmos eleitores? A vitória será da oposição, logicamente se eles não vierem com suas maracutaias.
Chegou a hora de renovar o Sindprev. Oposição neles!
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