Passada a eleição em Jardim da Penha, o momento é de avaliar perdas e ganhos. Para os membros da chapa 1, apoiados pelo vereador Alexandre Passos, mesmo perdendo uma cadeira a vitória foi melhor do que a anterior, se considerada a dureza da disputa. Para a chapa 3, de Brice Bragato, o mérito foi ainda maior. Ela será o fiel da balança na distribuição das vagas na direção da entidade.
Isto porque, com duas vagas no Associação, a chapa 3, formada por representante do PSOL, pode definir quem terá maioria na Associação. A chapa 1 conta com os membros da corrente petista Democracia Socialista (DS) e conquistou cinco vagas. A chapa 2 é composta por lideranças do PSDB e PSB e manteve as quatro vagas que tinha anteriormente no conselho. Caso o PSOL se una a um ou a outro grupo, fará uma maioria absoluta na Associação.
Nesta terça-feira (10), acontecerá a solenidade de posse da
direção da Associação. Também começará a ser discutida a composição do conselho, com a distribuição das vagas. Brice pode, inclusive, ser eleita coordenadora geral da Associação. Mas o grupo dela passa por um momento de reflexão.
O dilema de Brice está no fato de que qualquer que seja a escolha ela sofrerá conseqüências políticas. A DS oferece apoio a Brice, mas a ex-deputada estadual tem problemas com o grupo. Por outro lado, se compuser um grupo em parceria com os integrantes da outra chapa, estará cometendo uma incoerência política, já que o PSDB é adversário da esquerda no Estado.
Se o PT e o PSOL contabilizam vitorias na eleição de Jardim da Penha, a manutenção do mesmo número de membros do grupo PSDB-PSB na direção pode ser considerada uma derrota. O grupo radicalizou a disputa e partiu em alguns momentos para ataques pessoas.
Tendo como figuras escolhidas para os ataques o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Passos, e o prefeito de Vitória, João Coser. A chapa 2 criticava o atrelamento da Associação à administração municipal e destacava mudança na cobrança do IPTU, responsabilizando os dois agentes públicos pelo caso.
Para a chapa 1, a disputa foi vitoriosa porque, pela primeira vez, o grupo disputou uma eleição sob fogo cruzado. Mesmo assim, conseguiu manter a maioria no conselho deliberativo, que ocupa há mais de 20 anos, desde a criação da Associação de Moradores de Jardim da Penha (AMJAP) pelo ex-deputado Otaviano Carvalho, falecido em 1999 em um acidente automobilístico.
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