Cantei a pedra antes. Da manobra da atual diretoria do Sindprev para manter-se no poder e contra a vontade da categoria. A categoria, numa eleição livre, como foi a primeira, que dorme numa gaveta da Justiça do Trabalho, deu a vitória à oposição.
Aí veio a segunda eleição. A situação correu atrás dos seus aposentados, colocando carro para levá-los ao local da votação e mandou publicidade na televisão. Reverteram o resultado por 27 votos de diferença, apenas.
Agora eu quero saber como fica a primeira eleição. A Justiça vai mandar conclui-la? Ou vai aceitar o resultado da Segunda, desconhecendo a primeira e beneficiando o infrator?
Quando a gente se depara com uma situação dessa natureza, vem logo para cima da gente a reforma sindical, que sindicatos, como o Sindprev, comandados pela extrema esquerda, não querem nada com ela. Para continuar a fazer suas regras próprias e maracutaiar à vontade, como foi o presente caso.
Assusta ver a esquerda recusando discutir uma reforma sindical que retorne à base o comando de seus sindicatos. Pois um caso como esse do Sindprev teria sido resolvido na base, em vez de ser entregue à Justiça. Mas foi lá que o sindicato se aproveitou da morosidade para emplacar uma nova eleição.
O que me revolta é ver hoje a esquerda tramando para evitar eleições livres e democráticas. Desrespeitando a vontade da sua própria base. Esse recurso de ir buscar sempre o aposentado em casa para votar mostra a necessidade de valer~se que quem já está fora da militância. O Sindprev não tem nenhum programa para os seus aposentados, mas recorre a eles na hora do voto.
Bom, é mais um logro sindical e, como eu disse, praticado por dirigentes sindicais da esquerda. Vejam a principal implicação desse episódio: o Sindprev vai ser dirigido por mais três anos por uma diretoria que não representa os seus trabalhadores e que levou o sindicato, sendo, de fato, minoritário diante do desejo da sua categoria.
Isto devia se chamar falsidade sindical.
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