O Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação e Afins do Estado do Espírito Santo (Sindialimentação) saiu vitorioso da rodada de negociação desta segunda-feira (23) com representantes da Chocolates Garoto. Segundo a coordenadora geral do sindicato, Linda Morais (foto), a empresa incluiu os funcionários afastados na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Linda disse que, apesar das investidas da Chocolates Garoto, o Sindialimentação batalhou pela inclusão dos trabalhadores afastados por doença. "O problema é que o INSS tem mudado o código 91 da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) para o 31, pois apenas o código 91 garante o direito do pagamento integral da PLR aos trabalhadores afastados, nos últimos anos", explica Linda.
Para ela, garantir a participação de todos os funcionários, sejam aqueles com doenças ocupacional (adquirida no exercício da profissão) ou mesmo com doenças comuns. "Todos, por alguma razão, precisam se ausentar. Mas isso não quer dizer que esses trabalhadores não mereçam o benefício. Mesmo que o sindicato não consiga atingir a porcentagem desejada na PLR, já somos vitoriosos com a inclusão de todos os funcionários", comemora a coordenadora do Sindialimentação.
Desde junho, o sindicato está dialogando com a Chocolates Garoto, agora propriedade da Nestlê, sobre a Participação nos Lucros e Resultados. O Sindialimentação defende que a parte dos funcionários na PLR seja de R$ 2.500 e um salário. Os representantes da empresa ofereceram R$ 2.100 e 90% do salário, valor que, segundo o sindicato, não atende às reivindicações da categoria.
"No dia 24 de julho faremos uma assembléia com os trabalhadores. Como a Garoto tem se mostrado irredutível, vamos deixar que a categoria decida se deve ou não aceitar o valor proposto", afirmou Linda Morais. De acordo com o sindicato, a empresa, desde a aquisição da Nestlê, mudou sua postura frente aos funcionários. E adiou o quanto pôde o início das negociações sobre a PLR.
O Sidialimentação vê a postura da Garoto como desrespeitosa com seus funcionários. Até porque o lucro da empresa no ano de 2006 justifica a expectativa de maior participação na PLR. A Garoto alcançou um lucro líquido de 28,52% e ainda registrou aumentos na produção e no faturamento bruto de 8,5% e 8,7%, respectivamente.
"A estratégia da empresa em adiar as negociações da PLR tinha dois objetivos: discutir mudanças na jornada de trabalho e esfriar o ânimo da categoria. A empresa não atingiu nenhum dos dois objetivos porque para o sindicato a negociação da PLR é prioridade e os trabalhadores continuam firmes na determinação de lutar pela conquista de uma PLR digna", ressalta Linda Morais.
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