Os Max estão vivos. Vivísimos! PH que se cuide. O pai já está com o plano de vôo prontinho para assumir o lugar vago de liderança da oposição e o filho vem à frente de uma bem avaliada administração no município de Vila Velha rumo a uma candidatura de oposição ao governo do Estado.
Estão fazendo as ocupações devidas e necessárias para que o governador Paulo Hartung tenha a quem temer neste caminho para a sua sucessão, em 2010.
O filho, o prefeito Max Filho, iniciou a temporada de oposicionista entregando à imprensa o resultado de sua gestão à frente da prefeitura de Vila Velha. Com resultados positivos e destaques em áreas nas quais o governo do Estado fracassa, como a educação e a saúde. No plano político, sacou um manifesto instando o seu partido, o PDT, a assumir o seu papel oposicionista.
Claro que a partida dada pelo prefeito Max Filho foi feita sem volta. Ele vai para o confronto embalado numa boa gestão pública e na companhia do pai. Preparado até para a falta da companhia do seu próprio partido, o PDT.
Ao deflagrar o processo, nessa segunda-feira (23), Max Filho está se imunizando de futuros pegas do governador Paulo Hartung, habituado a atingir os seus adversários com a mão pesada do Ministério Público. Se não fizeram nada até agora, daqui em diante o que for feito será debitado na conta da disposição de Max Filho de candidatar-se ao governo do Estado.
Pai e filho, no caso dos Max, têm história de probidade administrativa e contas a ajustar com PH. O pai vem de um massacre na disputa pelo Senado e o filho de uma período sem convênios com o governo do Estado para inviabilizar sua administração.
Sobreviveram a PH. Agora é saber se PH os supera numa eleição onde ele não pode ser mais candidato ao governo. E o seu governo entra em área de turbulência, com o caos na saúde, na segurança e na educação, e começam também a se levantar dúvidas sobre o seu comportamento ético.
Os Max vieram, pois, para atormentar os sonhos de hegemonia política de PH.
Fragmentos
1 - Ou Roberto Valadão mudou de comportamento ou está em má companhia. Cinqüenta e quatro casos de nepotismo, direto e cruzado, na sua administração não condizem com a história dele. Pelo contrário, depõem contra ela.
2 - Na sua administração passada, quando contou com outros companheiros e teve como planejador do seu governo Wilson Depes, brilhou e fez uma admirável administração. Inclusive fechou com chave de ouro as administrações anteriores, de Hélio Manhães e Gilson Carone. Antigas companhias de quando Valadão era uma figura de expressão da esquerda capixaba.
3 - A verdade é que Valadão perdeu as boas companhias, como foi o caso do advogado e jornalista Wilson Depes. Na relação política, trocou as companhias de esquerda pelo megaempresário e hoje deputado federal Camilo Cola. No período da ditadura militar, Camilo, junto com outros empresários, financiou a Operação Bandeirantes (Oban), que torturou e deu sumiço a uma infinidade de esquerdistas.
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