Após a solenidade de posse, o suplente do deputado Carlos Casteglione (PT) na Assembléia Legislativa, Sargento Valter (PSB/foto), deixará de ser o vice-prefeito da Serra. Isto porque a lei não permite acumular o mandato legislativo e o cargo no Executivo. A posse será na sessão ordinária desta quarta-feira (21), às 15 horas, no plenário da Casa, e provoca crise na bancada serrana.
Para o grupo do ex-prefeito do município Sérgio Vidigal, a saída de Valter da prefeitura é um alívio. Isto porque o vice-prefeito pertence ao grupo do governador Paulo Hartung. Vidigal e seu grupo, incluindo o atual prefeito, Audifax Barcelos, representam hoje o único núcleo de oposição ao governo no Estado.
Vidigal enfrentou Hartung na campanha eleitoral de outubro último. A Serra foi o único colégio eleitoral em que o governador não venceu Vidigal. Este administrou o município por dois mandatos e conseguiu, ainda, eleger seu sucessor, Audifax.
Com a saída de Valter da prefeitura da Serra, o município ficará sem vice-prefeito. Caso o prefeito tenha que se ausentar, quem assumirá a prefeitura será o presidente da Câmara de Vereadores, Aloísio Santana (PMDB), que também não é exatamente um aliado do prefeito.
Na última eleição para a Mesa Diretora, realizada no início do ano, o prefeito sugeriu a escolha do vereador Jorge Euclides (PDT) para a presidência da Casa. Depois de muita discussão, os vereadores chegaram a um acordo. Elegeram Santana para a presidência e incluíram na chapa o vereador Jorge Euclides, que ocupa a primeira secretaria da Mesa.
Caso parecido aconteceu no município de Vitória, em 1993, quando o então vice-prefeito do município, Bernardo Teteco, deixou de assumir o mandato de deputado estadual para continuar na municipalidade, como vice de Paulo Hartung.
|