Foto: Ricardo Medeiros
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A greve dos servidores estaduais da área da Saúde pegou de surpresa a população na manhã desta quarta-feira (21). O movimento paralisou o atendimento nos principais hospitais estaduais, de norte a sul do Estado. Em Vitória, a recepção do Hospital São Lucas ficou tumultuada (foto): só foram atendidos os casos de urgência e emergência.
O movimento foi deflagrado à meia-noite desta quarta-feira, sem data para terminar, após um silêncio de mais de vinte dias do governo sobre a pauta de reivindicações dos servidores, que inclui quinze itens, entre eles a criação de um plano de carreira, a incorporação de gratificações e reajuste salarial maior que o oferecido no ano passado pelo Executivo.
A diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Espírito Santo (Sindsaúde) Luceni Gomes Novaes afirmou que todos os grandes hospitais estaduais estão sendo atingidos pela greve e que, atendendo o que determina a Lei de Greve, apenas 30% dos atendimentos estão sendo realizados. Quem procura atendimento ambulatorial está sendo orientados a procurar os postos de saúde do município de origem.
Alguns pacientes, muitos vindos do interior, afirmaram que estão insatisfeitos com o desfecho das negociações.
Foto: Ricardo Medeiros
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A diretora afirmou que desde o dia 1 de março, quando os servidores entraram em estado de greve, foram realizadas três reuniões com o secretário de Saúde, Anselmo Tose, e com a equipe de gestão da secretaria, mas não houve avanços, já que os servidores se queixam que a pauta de reivindicações sequer foi avaliada.
Em entrevista coletiva, o secretário declarou que os servidores estão sendo intransigentes e que o governo já contratou uma empresa para elaborar um plano de carreira, cargos e salários. No entanto, a greve continua por tempo indeterminado.
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