Primeira marcha engatada, acelerador no assoalho, o Civic Si despeja com vigor seus 192 cv no asfalto da Curva do Sol, enquanto o conta-giros vai subindo, subindo, subindo até atingir a marca de 8.000 rpm. A luz de alerta para mudança de marcha (shift light) começa a piscar no painel a 7.500 rpm, antes do corte de injeção, que ocorre a 8.400 rpm. Espeta-se segunda e terceira marchas e o Si entra na Reta Oposta do circuito de Interlagos. Não haveria lugar melhor para que a Honda apresentasse o novo esportivo.
Quarta, quinta, e chega a Curva do Lago, à esquerda. Os novos discos de freio dianteiros com 30 cm de diâmetro, no lugar dos de 26 cm, mantêm a serenidade.
Em terceir marcha o Civic desliza na curva até a zebra e mostra o perfeito acerto de suspensão. As estruturas são as mesmas, porém largamente modificadas. Foram adotadas molas 17% mais rígidas à frente (McPherson) e atrás (braços triangulares sobrepostos), amortecedores 45% mais firmes na dianteira e 40% na traseira. Estabilizadores de maior diâmetro (27 e 22 mm, frente/atrás, ante 17/10 mm nas versões LXS e EXS) finalizam o conjunto que aumentou em 30% a resistência à inclinação da carroceria em curvas.
Tudo isso auxiliado pelos pneus Michelin 215/45 R17, código "V", para até 240 km/h, em rodas de 17 polegadas. Some-se a eles a direção ainda mais rápida, com relação de 13,6:1 (13,7:1 nas versões "normais"), e nessa versão com exclusiva assistência elétrica, e tem-se dirigibilidade ágil e precisa. Interessante é o volante, exatamente o mesmo das outras versões - tão bom em empunhadura e diâmetro que não era necessário mexer nele.
Toda a sobriedade que anteriormente desagradava no Honda Civic foi-se embora nessa quinta-feira 8 de março. A data coincide com a chegada das primeiras unidades às concessionárias da marca, que o venderão a princípio apenas nas cores preta e vermelha por R$ 99.500,00. A expectativa é inicialmente conservadora, de 1.200 unidades até o final do ano (talvez devido ao preço do carro, aparentemente salgado).
Esse conservadorismo certamente virará pó depois de algumas voltas no mais potente carro nacional equipado com motor naturalmente aspirado. O VW Golf GTi, a ser apresentado até o final do mês, deverá ser o mais potente brasileiro, mas se valerá de turbocompressor para chegar a 195 cv.
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