O movimento do ex-prefeito da Serra e candidato derrotado ao governo Sérgio Vidigal, no sentido de transferir seu domicilio eleitoral da Serra para Vitória, é no mínimo uma fuga à realidade da Serra, onde um novo prefeito superou o seu desempenho na prefeitura.
Pois trata-se de uma aventura de enorme risco. A começar pela fila de bons candidatos e a terminar na sua total falta de infra-estrutura política. Devendo também ser considerada a baixa densidade eleitoral do Vidigal na Capital.
O começo do fim. Pois vejamos a fila de candidatos em condições de competição. Começa com o atual prefeito, João Coser. Mesmo às voltas com a crise do IPTU, ele não se ausenta da disputa. É hoje um candidato das cogitações do governador Paulo Hartung. Ninguém entrega um partido como o PT, como ele entregou ao governador, sem volta.
Para disputar a reeleição, Coser depende tão-somente do resultado da sua administração. Na lista do governador ainda tem o ex-vice-governador, deputado federal Lelo Coimbra (PMDB). Correndo paralelo o ex-prefeito de Vitória e atual deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas. Também se dizendo candidato dos evangélicos, nada para se levar muito a sério, o deputado federal Jurandy Loureiro.
Se não bastassem esses nomes, com o devido desconto do Jurandy, ainda tem o vereador Luciano Rezende (PPS). Um nome bem situado junto ao eleitorado de Vitória. Desses nomes construídos pelas próprias mãos. As boas votações para a Câmara de Vereadores, e a que também recebeu para deputado federal, demonstram que ele é uma ameaça e tanto para qualquer candidato.
Pelo dito, Vitória é território ocupado, ainda mais quando o pretendente, no caso o Vidigal, queira aventurar-se sem eira nem beira eleitoral. O que leva a acreditar que ele está apenas querendo atravessar no caminho do deputado federal Carlos Manato, também do PDT, na sua pretensão de vir fazer política em Vitória.
Vidigal vive o momento do mau caçador: no mato sem cão de caça.
Fragmentos
1 - Entrouvidos na bancada do PDT na Assembléia Legislativa: o rompimento entre Vidigal e Audifax é iminente. Chegaram a um ponto de que só falta a ruptura. Praticamente Audifax passou a governar com um grupo fiel e eu não obedece mais ao comando do Vidigal.
2 - Da parte do grupo do Vidigal, queixas contra a postura do Audifax de governar com os seus. Do lado do pessoal do Audifax, uma postura de que ele deve administrar com sua equipe e dar conta do recado, o que, no dizer do pessoal dele, vai contribuir com a liderança estadual do Vidigal.
3 - Ainda do lado do Audifax: quem foi candidato ao governo do Estado, como foi o caso do Vidigal, não deve querer voltar atrás: candidato à prefeitura da Serra. Mas seguir buscando apoios para candidatar-se novamente ao governo, levando em consideração que não terá mais como adversário o governador Paulo Hartung.
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