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Foto: Divulgação
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O traço prolixo do desenhista e artista plástico Hélio Coelho inspirou elogios num dos papas da animação no Brasil, o cineasta Otto Guerra (diretor do ótimo
Wood & Stock - Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, de 2006, exibido no último
Vitória Cine Vídeo). Os dois se conhecem já há algum tempo, mas os louvores agora têm um sabor especial: até 28 de outubro, Hélio Coelho está no Museu do Trabalho, em Porto Alegre (RS).
O artista capixaba causou impressão também em outro nome de respeito na animação nacional: o paulista Fábio Zimbres, que se destacou nos anos 90 nas revistas
Chiclete com Banana e
Níquel Náusea: "Ele é o conquistador de um país em brasa, as chamas mais altas que o Monte Pascoal afugentam animais que só para ele existem, como se sua retina projetasse sobre sua mente as formas animais, animadas em amarelo fogo. Cascos e patas marcam o chão a sua volta e o convidam a penetrar cada vez mais nas labaredas", diz Fábio.
Após um hiato de cinco anos sem expor em Vitória, Hélio fez uma mostra em março deste ano na Galeria de Arte Espaço Universitário, na Ufes. Antes, os últimos três anos ele passou trabalhando com animação no estúdio de Otto Guerra. Desde março esta exposição no Museu do Trabalho, que ele faz como convidado especial, já estava programada. Confira a seguir o que disse Guerra sobre Hélio Coelho.
Hélio Coelho nasceu no mesmo ano que eu, 1956. Mas quando o conheci, em 2005, vi nele eu, menino, com 13 anos. Naquela época, a vida, fora da folha de papel, era opaca. A luz, o frio, o vento e o que mais valesse a pena estava lá. Ia ficando pelos riscos da ponta do meu lápis ou da caneta bic preta. Eram minhas histórias em quadrinhos.
Ver o Hélio desenhando me dá uma puta saudade de mim mesmo. Perdi a ingenuidade e parei de desenhar as histórias, mas cruzar com o Hélio me trouxe automaticamente a sensação de estar lá de novo. Se eu desenhasse ainda, estaria copiando o Hélio.
Saiba mais!
Clique aqui e leia a matéria sobre a exposição de Hélio Coelho na Galeria de Arte Espaço Universitário, em março deste ano.
*Henrique Alves é o vibrante editor do Caderno A.
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