Abro a coluna com a informação de que na fábrica da Aracruz Celulose trabalham em torno de quatro mil empregados, dos quais três mil e tanto são terceirizados. Essa é a realidade dos empregos que as transnacionais oferecem. Estou me referindo também às empresas ArcelorMittal Tubarão (CST e Belgo Mineira), Vale, Samarco e de telefonia.
Esse é o emprego miserável que as transnacionais trouxeram em nome, pasmem, de qualidade e produtividade. O que trouxeram, na prática, foi o subemprego, afrontando a legislação do País. Uma atitude clara de pulverização das entidades sindicais do campo dessas transnacionais.
Convenhamos que nisso há negligência das entidades sindicais dos trabalhadores. A crítica vai para os Ferroviários, Metalúrgicos e Construção Civil. Principalmente esses. Infelizmente, é real.
Se existe essa negligência das entidades sindicais, eu indago quem é que vai acabar com esse veloz e cruel aviltamento da mão-de-obra? O que é importante não esquecer é que essas transnacionais, que fazem lucros fantásticos com essa exploração da mão-de-obra, estão, praticamente, isenta de ICMS.
Além de não pagarem tributos, ainda são as principais poluidoras e responsáveis pelo estado precário de saúde dos que residem em seu entorno.
Não apresentam nada de bom para o Espírito Santo. Mas é comum utilizarem da geração de emprego para ampliarem suas atividades e criarem novas áreas industriais. Ocorre, nesse momento, no município de Anchieta, um megaglomerado. Um novo Tubarão. Para não fugir à praxe, eles estão a dizer que oferecerá muitos empregos, já que não podem falar em tributos e meio ambiente.
Nunca é verdade o número de empregos, além de esconderem a terceirização que praticam. E eles são tão abusados, que ainda reclamam da falta mão-de-obra qualificada. O Sistema S, que é um deles, não prepara mão-de-obra, até para facilitar essa terceirização, que paga salários de fome.
E depois o governador Paulo Hartung ainda se vangloria com essas pestes em território capixaba.
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