Vitória (ES), edição de 18 de abril de 2008


Audifax evita comentar sua
candidatura à reeleição na Serra



Rossini Amaral
Foto Capa: Nerter Samora


Ainda em busca de um acordo que possa viabilizar sua candidatura à reeleição na prefeitura da Serra, o prefeito Audifax Barcelos (PDT/foto) vem evitando de dar declarações públicas para não prejudicar as conversas que vem mantendo com o seu antecessor no cargo, Sérgio Vidigal, que também quer concorrer ao posto.

Os assessores de Audifax, quando acionados, não o colocam em contato direto com a reportagem, bem como não explicam os motivos pelos quais o prefeito vem evitando falar de sua pretensão a concorrer à reeleição. Lideranças políticas próximas ao prefeito informam que sua estratégia é buscar um acordo com Vidigal, através do qual ele tenha o apoio a tentar mais um mandato à frente da prefeitura.

Por causa da disputa interna no PDT da Serra em concorrer à prefeitura, o atual prefeito já passou a ser alvo de um processo na Comissão de Ética, devido à exoneração de três funcionários da administração ligados ao partido, e de declarações consideradas ofensas à sigla dadas à imprensa. Embora o jurista Nelson Aguiar tenha sustentado que Audifax Barcelos tem o direito Constitucional a concorrer à reeleição, após a aprovação da Emenda 16, Vidigal não dá demonstração de reconhecer esse direito.

Vidigal é o presidente regional do PDT e tem o controle absoluto do partido na Serra, além do seu nome já ter sido homologado como pré-candidato a prefeito da legenda, através de uma prévia. Essa disputa provocou um esfriamento nas relações políticas das duas lideranças, mas o atual prefeito ainda acredita numa recomposição, cujo prazo só se esgota em junho, quando ocorre a convenção do partido para oficializar seus candidatos.

Nos meios políticos da Serra algumas informações dão conta de que Audifax está mais tranqüilo, depois das considerações feitas pelo jurista Nelson Aguiar do direito que tem a concorrer à reeleição. Aguiar adiantou, inclusive, que o prefeito poderia ingressar em Juízo com uma medida preventiva, visando assegurar previamente seus direitos, principalmente para defender-se de eventuais punições por parte da Comissão de Ética.