Terminal de Vila Velha, meses atrás. Uma folha branca colada na placa da linha 507 informava: trânsito lento na Reta da Penha e Fernando Ferrari. Do lado oposto, uma outra folha na placa da linha 508: trânsito lento na ponte de Camburi e na Dante Michelini. Ambas alertavam para o congestionamento na Terceira Ponte. Quem conhece os caminhos já percebeu não dava para sair de Vila Velha sem ter que encarar horas de engarrafamento. Privilégio canela-verde? Não, não, não.
Se você vem da Serra e precisa da Fernando Ferrari, sinta-se feliz se passar a reta do aeroporto sem parar. Em horário de pico, da praça de Goiabeiras até a Ponte da Passagem é um martírio. Se chover... Vai ter batida, dessas que nem amassam, mas que param tudo. Fugir e pegar o caminho pela praia? Pode ser trocar seis por meia dúzia - se bem que com o fim das obras da Ponte de Camburi a situação está menos pior.
Não pense que morar em Cariacica ou Viana, nesse caso, tenha suas vantagens. No horário do rush, precisou passar por ponte é sinal de lentidão. No caso a Segunda Ponte é a dona do caos. Imagine ficar mais de 30 minutos para cruzar aquele pequeno trecho de concreto? Lá sempre tem um carro que quebra. Fugir? Só com carro anfíbio.
E para quem precisa circular em Vitória? Já está claro que a situação não é das melhores. Mas, são muitas obras. É fato. Em todas as pontas da cidade. Paciência, paciência, paciência... Impossível quando se passa por tudo isso dentro de um ônibus lotado e sem ar condicionado - se bem que nem os seletivos escapam mais da lotação. Tente pegar um Jacaraipe vazio depois das 17h na Reta da Penha - um via Feu Rosa, então...
No meio desse nó crítico, não tem como não pensar em sistemas de transporte alternativos. Helicóptero está descartado para os pobres mortais. Imagine a barulheira que seria e Vitória não tem espaço nem aéreo para isso. Metrô? Ai, pula. Vamos ao basicão: ilha-água-barco. Já pensou todos os canais de Vitória com barcos de passageiros? Estação Iemanjá para Ilha das Caieras com paradas na Ufes, em Joana D'arc, Faesa e ponto final na Estação Hidroavião. Para estender para Vila Velha e Cariacica seria um pulo. Ok, não é tão simples - mas, nem impossível.
Enquanto não surgem novas formas e tudo está ao som do bate-estaca literal - guarde a bala e não se anime, não temos um grande rave por toda a cidade - vamos tendo que achar formas de nos divertirmos enquanto estamos parados. Sem vendedores de canetas da Manasses ou Balas de Eucalipto. Em algumas cidades do Brasil, já existe rádio especifica falando apenas de trânsito. Que tal fugir disso antes?
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