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Foto: Divulgação
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A 11ª caravana do Projeto Pixinguinha desembarca nesta terça (15) e fica até quarta-feira (16) em Vitória trazendo o cantor, pianista, compositor, ator, autor e diretor teatral Eduardo Dussek e o som inovador do paraibano Babilak Bah. Este ano o projeto, que já revelou grandes nomes da música brasileira, está comemorando 30 anos, sempre levando o melhor da música nacional para todo o país.
A atração, que reúne um cantor conhecido e um representante da música experimental, iniciou as apresentações em São Paulo, passou por Florianópolis e chega agora à capital capixaba, de onde segue para Porto Alegre e Rio de Janeiro. A interação, segundo Dussek, tem sido muito positiva. "Os shows estão bombando, por incrível que pareça a integração com o Babilak é ótima e o repertório é mais sambístico e acústico, segundo a orientação do diretor Luis Felipe de Lima", explica.
No repertório, Dussek incluiu três canções inéditas de sua autoria,
Baixaria, Não!,
Marketinlização e
Pilosofia Vurtuguesa (com Valerio Wizz), e outras mais conhecidas, como
Alô, Alô Brasil,
Luz de Elas,
Rock da Cachorra,
Nostradamus e
Doméstica, algumas das canções que o tornaram sucesso do pop/rock nacional na década de 80.
No palco, ele é acompanhado pelos músicos Alexandre Moraes (violão e guitarra), Franklin Gama (bandolim e baixo), Marcio Mazza (percussão e bateria) e Saulo Fergo (guitarra). Na instabilidade ao longo da vida profissional, o cantor construiu uma carreira marcada pela inquietação, pela irreverência, pelo escracho e pela ousadia, características que ele mostra durante o show, numa relação bastante intimista com a platéia, sempre brincando e interagindo, tendo como principal aliado a ironia e o bom-humor.
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Foto: Divulgação
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O paraibano, radicado em Minas Gerais, Babilak Bah apresenta no Pixinguinha seu trabalho singular,
Enxadário: Orquestra de Enxadas, em que trabalha com experimentações sonoras e timbres musicais desse objeto, usado até então para trabalhos braçais. O artista é acompanhado por Johnny Herno (percussão e enxadas), Zeca Magrão (percussão) e Leonardo Brasilino (trombone e percussão).
Com mais de 20 anos de carreira, Babilak faz músicas de batidas fortes e canto predominantemente político e poético, num sincretismo sonoro que mistura primitivo (tambores, zabumba, pandeiro), o clássico (violoncelo e violinos), o moderno (guitarras, baixo, bateria, trombone) e o inovador (instrumentos criados pelos próprios artistas, como a berimbacia e tambor d'água com extintor de incêndio). Junta-se a isso, canções, ora com voz ora sem e a enxada transformada em instrumento musical.
No palco, Dussek e Babilak fazem algumas parcerias "Cantamos juntos
Nostradamus, em arranjo operístico e debochado, tipo performance,
Rock da Cachorra e uma surpresa no final", faz mistério Dussek, que admite que não conhecia o trabalho do parceiro, mas achou muito peculiar e interessante o que viu.
Hoje se apresentando com o cantor conhecido da atração da 11ª caravana do Pixinguinha, Dussek lembra que participou nos anos 1980 do projeto. "Com Emilinha Borba como estrela e eu e Tânia Alves como iniciantes. O projeto dá chances do povo ir ao teatro ver seus artistas, só deviam divulgar mais ainda, pois é maravilhoso", diz. Mas ele admite que o público anda reclamando nas apresentações que ele e Babilak Bah vêm fazendo. "Reclamam apenas que queriam mais shows, ou seja, mais dias de show na mesma cidade". Ah, sim!
Serviço
O Projeto Pixinguinha traz para Vitória nestas terça (15) e quarta-feira (16) a Caravana 11, com Eduardo Dussek e Babilak Bah, às 20h, no Teatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos a R$ 5 (inteira) e R$ 2,50 (meia-entrada), à venda na bilheteria do teatro. Informações: 3132-8396.
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