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Foto: Divulgação
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Flor de Amor, lançado em 2004, a carreira da cantora cubana Omara Portuondo ganhou novos rumos: foi co-produzido por Nick Gold e pelo brasileiro Alê Siqueira, que já trabalhou com Carlinhos Brown e Caetano Veloso, e venceu o Grammy Latino com Os Tribalistas. É considerado o melhor trabalho da cantora que estreou em 1959 com
Magia Negra.
Para os que não conhecem
Flor de Amor, uma boa notícia: o álbum será lançado no Brasil, marcando o início de uma parceria entre a gravadora inglesa World Circuit e a gravadora brasileira MCD. Outro álbum a ser lançado por aqui e que também será o símbolo dessa parceria é
Mi Sueño, de Ibrahim Ferrer, outro lenda da música cubana.
A World Circuit nasceu em 1988 na Inglaterra para divulgar internacionalmente a música de regiões "periféricas" como África e América Latina. Foi uma iniciativa que surgiu no encalço da febre da World Music, que nasceu por essa época. Sob a influência desse movimento foi criada em 1994 a MCD World Music.
Não é por acaso que a parceria começa por dois nomes de Cuba: eles se tornaram conhecidos fora da ilha com o primeiro disco do coletivo Buena Vista Social Club, simplesmente o CD de World Music mais vendido em toda a história - lançado, diga-se, na onda do documentário homônimo, dirigido por Wim Wenders.
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Foto: Divulgação
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Além de seu acabamento, nessa edição brasileira pela MCD (digipack e com livreto em formato especial), um dos diferenciais de
Flor de Amor é sua sonoridade única que nasceu da união de instrumentistas cubanos e brasileiros.
Estão presentes Swami Jr. (violão), Nailor Proveta (clarineta), Toninho Ferragutti (acordeom), Marcos Suzano (percussão) e Carlinhos Brown (percussão), autor da faixa que fecha o disco,
Casa Calor, além do produtor Alê Siqueira. Da seleção cubana brilham músicos como Orlando Cachaíto López (baixo), Manuel Galbán (guitarra acústica) e Roberto Fonseca (piano).
Flor de Amor é uma coleção musical de cartas de amor.
Em breve, outros títulos da World Circuit serão lançados no Brasil, como o
Buena Vista Social Club, de 1997, que retornará às lojas em sua versão original, com arte e folheto que não foram ainda lançados no país.
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