Vitória (ES), edição de 06 de maio de 2008
 
Aracruz e 'interditados'
fazem acordo pelo fim do processo



Flávia Bernardes

A audiência entre a Aracruz Celulose e os "interditados" por ela, devido o apoio dado a luta indígena no Estado, realizada nesta terça-feira (6), acabou em um acordo pela extinção do processo.

A transnacional movia uma ação de "Interdito Proibitório" contra o pastor luterano Emil Schubert, a professora Elda Alvarenga, a radialista Lígia Moyses Nascimento, a geógrafa Marilda Telles Maracci e o industriário Luiz Alberto Soares Loureiro. Todos apoiadores da luta indígena pela recuperação dos 11.009 hectares de terras indígenas tomadas pela transnacional e recentemente devolvidas aos seus verdadeiros, os índios.

Segundo o advogado de defesa, Waldir Toniato, não foi julgado o mérito da ação que acusava a violação dos direitos da empresa com a ocupação da fábrica em Aracruz, em uma das manifestações que exigiam a devolução das terras indígenas utilizadas pela empresa, realizada no início de 2007.

Durante toda a ação, protocolada no início do ano passado, os citados chegaram a ser proibidos de entrar nas áreas, que na ocasião, a Justiça ainda reconhecia como da empresa, sob a condição de pagar multa de até R$ 100 mil por dia, caso não respeitassem a decisão.

Além de não haver o julgamento do mérito da ação, o advogado ressaltou que foi levado em conta principalmente o fato dos 11.009 hectares de terras indígenas terem sido recentemente devolvidas..

A audiência foi acompanhada no fórum por apoiadores da luta indígena e quilombola pela recuperação das terras tomadas pela Aracruz Celulose, e ainda por lideranças indígenas Tupinikim e Guarani.