Vitória (ES), edição de 20 de março de 2008


Falta de conservação e de compromisso
com usuário, a marca Rodosol



Renata Oliveira
Foto: Arquivo Século

A Rodosol se orgulha de dizer que tem um alto índice de satisfação dos usuários do sistema, mas quem trafega diariamente pela Rodovia do Sol percebe que a via precisa de mais cuidados. Há cerca de 20 dias, o trecho próximo ao bairro Itaparica está passando por uma operação tapa-buraco, o que obriga os motoristas a trafegarem em uma única pista.

O que tem chamado a atenção dos usuários da pista é que não está havendo uma retirada do asfalto antigo para a colocação de um novo. A empresa está simplesmente cobrindo os buracos, da mesma forma que o governo faz com as rodovias públicas. O recapeamento asfáltico está sendo feito no sentido Vila Velha-Vitória, a partir do viaduto.

Este não é o único problema de conservação da pista. Desde o ano passado, quando a Rodosol rescindiu o contrato com a empresa especializada que cuidava da limpeza da rodovia, o mato começou a invadir a pista e hoje o trabalho não atende às necessidades dos usuários.

Além de não cumprir todas as condicionantes estipuladas no contrato celebrado com o governo do Estado, no que tange às obras estruturais, a Rodosol deixou agora de cumprir o compromisso de conservação da via. O governo do Estado, por sua vez, não obrigou a empresa a cumprir as condicionantes, assumindo algumas delas, como a urbanização da vala Bigossi, em troca de congelamento de tarifa.

Também não cobrou da empresa a manutenção da rodovia e nem os programas de integração com a comunidade, o que, segundo algumas lideranças de bairro do entorno da rodovia, já não acontece há alguns anos.

Entre o que foi acordado em 1998 com o governo do Estado e a situação atual da Rodovia do Sol e da Terceira Ponte, muita coisa mudou. A empresam, que tem 25 anos de concessão da administração do sistema Terceira Ponte e Rodovia do Sol, já cumpriu 10 anos sem que cumprisse todas as condicionantes, sempre recebendo do governo do Estado o apoio necessário para mudar o compromisso quando lhe conviesse.

Caso se concretize a encampação do governo do Estado dos 67,7 quilômetros da rodovia, muita coisa terá que ser feita para manter a qualidade da pista e terminar aquilo que foi prometido pela Rodosol. Além da urbanização do canal Bigossi, ainda precisa ser feito a segunda parte do contorno de Guarapari, um anel viário em Vila Velha e as chamadas abas viárias no acesso à ponte por Vila Velha.