O Rei morreu; viva o Rei!

O rei morreu, viva o rei

ano-novo

Assistindo à auspiciosa chegada do 15º ano do século da tecnologia e do milênio da devastação ambiental, o que temos para comemorar? A penicilina, o rádio, a televisão, o carro, o avião, o computador, o celular, a aspirina, Madona, o microondas, o restaurante a quilo, as academias, a comida congelada, a água encanada, a rede esgotos, a eletricidade, as novelas da Globo, a Gisele Bundchen. A lista é longa, felizmente, e ficamos imaginando o que virá de novo nos próximos 365 dias que aguardamos esperançosos. Cruzem os dedos!

 

Sem contar as obras em pedra, mármore e bronze que ainda resistem ao passar do tempo, o que veio do século passado e continua na crista da onda – como se dizia no tempo em que o rádio navegava nas ondas curtas? O que veio do primeiro milênio da era cristã, ou dos muitos milênios AC  em que andamos sobre a terra e não foi ainda sumariamente descartado pela modernidade? O que temos dentro de casa, nos armários e nas prateleiras que vieram de antanhos tempos?

 

O fogão a gás,  elétrico e  microondas superaram a lenha, o carvão, o fogareiro e o caldeirão pendurado no tripé, velharias que não combinam nas casas modernas, decoradas com aço temperado e vidro fumê. Mas em muitos lugares no mundo a cozinha continua rudimentar como na Idade Média.  Temos ar condicionado e geladeira, mas em muitos lugares e a eletricidade não chegou. Retrocedendo demais no tempo chegaremos nas cavernas, o primeiro abrigo humano depois do ventre materno ainda não destruídas pela pandemia do progresso. Hoje nelas vivem apenas os morcegos e hibernam os ursos. Ou talvez não, que vasto é o mundo e cheio de surpresas.

 

Das sete maravilhas do mundo antigo, apenas a mais velha continua de pé: a Grande Pirâmide de Giza. O Colosso de Rodes foi destruído por um terremoto, e quatro pela ação do homem. Quanto aos fabulosos jardins suspensos da Babilônia, ninguém sabe ninguém viu – supõe-se mesmo que nunca tenham exisitido, embora apareçam em várias listas da antiguidade clássica.

 

E o Homo Sapiens continua sobrevivendo – os milênios rastejam em câmera lenta, os séculos se arrastam sobre tartarugas, as décadas cavalgam lombos de burros, os anos giram em torno do sol, os meses correm na velocidade do som e os dias voam na velocidade da luz. E nóis aí, teimosos que somos, vencendo obstáculos feito atletas olímpicos, disputando medalhas diárias contra tudo e todos – a meta é chegar ao dia seguinte.

 

Na disputa contra o tempo usamos as armas recebidas na herança genética ou conquistadas ao longo da vida, jogando xadrês com a morte, como no filme Os Sete Selos, de Bergman. Tem gente que não sabe quem foram seus pais, tem gente, como a Rainha Elizabeth que cita de cor toda sua longa ancestralidade perdida nas brumas de Avalon. Cabeças coroadas cuja preocupação não era esticar o salário até o fim do mês, mas monitorar a saúde do rei e dos herdeiros na sua frente na linha sucessória. Minha vez chegará? E vigiar os herdeiros posteriores na corrida pelo trono –  Qual terá coragem de me eliminar da jogada?

 

 

Mesmo os reis, com todo o poder e mordomias, viviam com a espada de Dâmocles sobre suas cabeças, nunca sabendo ao se deitarem que acordariam no dia seguinte. Morrendo, recebiam ainda a última afronta, quando saudavam os sucessores – O rei morreu, viva o rei! Que nem os anos passando por nós:  mais um ano que morre, viva o ano que chega! Os que sobreviveram te saúdam.

Perto da Noite Feliz

Perto da Noite Feliz

Perto da Noite Feliz

O Natal é apenas um feriado, como tantos outros que ajudam o ano a passar mais depressa, pensa Laura, se desviando dos pacotes de presentes empilhados em volta do pinheiro enfeiando a entrada do edifício onde mora. Tanto a árvore quando os pacotes embrulhados em papel brilhante são falsos. Mais tarde o condomínio se reúne para uma festa onde pratos calóricos e sem sabor vão ser servidos. Laura é a unica do prédio que não contribuiu com $50 para uma falsa noite de paz e amor. Laura também não participa das festas da repartição nem se reúne com familiares ou amigos.

Quanto ao troca-troca obrigatório de presentes comuns nessa data, prefere comprar ela mesma algo de que goste, em vez de receber alguma quinquilharia sem utilidade que vai entulhar os armários e sempre custa menos que o preço estipulado. Em troca, daria algo que a pessoa aleatoriamente imposta também não vai gostar. Cinismo? Não, experiência. O Natal é um dia comum, onde tudo que acontece nos outros 364 dias do ano pode acontecer também. Nascimentos e mortes; crime e assaltos; falcatruas e corrupção… E mais, traição, gente se unindo e se separando. Doenças, balas perdidas, mais uma guerra, um desastre, uma tragédia…

Para não parecer antipática, Laura explica que vai viajar, e se manda para uma pousada em Santa Leopoldina. Assim ganha dois presentes: descansa e fica livre do barulho e da sujeira que a festa de natal provoca.

Confirmando sua própria teoria, o carro enguiça na subida da serra, indiferente ao fato de ser um feriado quase universal ou outro dia qualquer. Na estrada não passa ninguém, todo mundo está festejando em algum lugar. O celular chama e ninguém atende – por certo tem muito barulho nas festas de natal. Nem a polícia, nem os bombeiros, nem seu mecânico. O jeito é dormir no carro, mas tem medo de passar a noite sozinha na estrada. Seja qual for o dia do ano, havendo chances os assaltantes não deixam de assaltar.

Laura faz uma busca nas imediações, talvez esteja perto de algum lugarejo com posto de gasolina e mecânico, ou um hotel, mesmo de péssima categoria. Por sorte vê luzes ao longe e enfrenta a subida íngreme, chão de pedregulhos dinvadido pelo mato. Chegando mais perto vê que é apenas a casa modesta de algum lavrador, meio escondida entre as árvores, com roupas de criança no varal e latas de plantas na entrada. Resolve arriscar, pior que passar a noite ao relento impossível.

O jovem que a atende explica que não entende nada de carro nem tem como levá-la a lugar nenhum. A essa hora não se acha ninguém, nem mesmo se fosse um dia comum. A esposa não lhe dá atenção – está pondo a mesa para a ceia de natal: uma travessa de sopa fumegante, odor convidativo, e pão casesiro. Um menino brinca com seu presente de Papai Noel: um carrinho feito de lata de óleo. “A senhora pode se acomodar aqui com a gente, sim senhora. Já vamos mesmo comer umas coisinha. Casa de pobre, tá percebendo, mas tem um colchão a mais. Amanhã o ônibus passa cedo”. Sem esperar resposta, a moça põe mais um prato na mesa. Laura agradece, feliz – essa noite terá um natal de verdade.

Deu a louca nos feriados

Deu a louca nos feriados

Deu a louca nos feriados

Esse ano, não sei por qual acordo nacional não sacramentado, o natal chegou mais cedo. Embora as lojas já comecem a vender os produtos habituais desde setembro, tradicionalmente a decoração natalina só era feita após o fim de semana da dupla Thanksgiving / Black Friday. Sobrava o sábado e domingo livres para desenterrar caixas e pacotes do fundo dos armários ou download do alto das estantes da garagem, onde hibernavam desde o ano anterior. Não mais que de repente, todo mundo pulou a decoração do final de novembro, investindo mais cedo nos vermelhos e dourados do natal.

Talvez efeito do El Niño, ou da eleição de um presidente contra o voto popular – Vamos começar o natal antes que o Trump invente um muro para banir a entrada do Papai Noel… Que, não sendo americano, trabalha ilegal no país. Como essa nova tendência começou ninguém sabe, mas todos aderiram. E por que não? O natal é mais bonito e dá mais trabalho de arrumar e desmontar, portanto, que fique mais tempo em cartaz. Parece até competição – quem começa a arrumar ou terminar de arrumar primeiro; quem põe mais brilho ou bonecos maiores nas portas.

Outra mania incutida na mente coletiva é tirar tudo no dia 31 de dezembo, dando lugar à decoração branca e prata da passagem de ano. Nos natais da minha infância, árvore e presépio eram retirados no dia 6 de janeiro, o dia dos Reis Magos. Outra festa, com os participantes das folias de reis batendo nas portas, e ninguém pensava que eram vendedores de enciclopédias. Tinha também boi pintadinho e mulinha, que era um sujeito ‘montado’ numa mula de madeira coberta com chitão. Essas práticas foram se perdendo com a debandada do povo das cidades pequenas para as metrópoles, mas em muitos lugares as crianças ganham presentes no dia de reis, e não no natal.

Quanto aos Reis Magos, sabemos que vieram do leste guiados por uma estrela, que pode ter sido o Cometa Haley. Seriam mesmo reis de reinos distantes? As referências a eles na Bíblia são vagas, sem lhes dar nomes ou especificar quantos eram – o número três se refere aos presentes que trouxeram para o menino: ouro, incense e mirra. E são os presentes que todos nós gostaríamos de ganhar – o ouro significa realeza; o incenso representa a fé, pela oração que sobe aos céus; e a mirra, usada pelos egípcios para embalsamar, simboliza a vida eterna. Foram esses misteriosos magos, talvez astrólogos, que nos legaram a tradição de dar presentes no natal.

Deviam, portanto, ser nomeados patronos do comércio e da indústria, que esses vendedores de ilusões estão esfregando as mãos, com os olhos brilhantes, faturando alto. E sabem nos induzir ao gasto desenfreado. Pesquisas indicam que a música ambiente é um poderoso agente de vendas – se o freguês gosta da música, entra; se for música lenta, demora mais tempo na loja. Pesquisas também indicam que o ato de comprar tem efeito direto nas áreas de prazer do cérebro, levando dopamina para o cérebro, tal como as drogas. Portanto, estamos perdoados por gastar demais numa loja – estamos drogados.

Por pior que andem as coisas, não há crise no Natal – todo mundo compra, uns mais outros mais ainda, tem ano melhor que o outro, mas a mágica da dopamina não falha. Apesar das compras online já estarem em 42%, a ida às lojas e shoppings ao invés de cair, cresce junto. O americano gasta, em média, 786 dólares nas compras de natal, portanto, tem alguém gastando minha cota. Atento às vantagens tecnológicas, o comércio usa imagens de satélite dos estacionamentos dos shoppings para avaliar como serão as vendas nos feriados.

Embora muitos pensem que a campeã das compras no país seja a Black Friday, na verdade o dia 23 de dezembro leva o ouro – é o dia que mais vende, com lojas lotadas abertas até meia noite, filas imensas nos caixas, corredores dos shoppings entupidos de gente carregando sacolas recheadas. E todos já compraram muita coisa com antecedência, quer dizer, dia 23 é o dia das ‘faltinhas’, ou para retribuir presentes inesperados. Outro mito é que os preços estão mais baratos na Black Friday – dia 23 também ganha. Quer dizer, quanto mais gente comprando, mais os preço baixam. Esssa é uma equação de causa e efeito que os comerciantes brasileiros usam ao contrário – sobem os preços já inflacionados quando tem mais gente comprando.

Um cartão de natal nunca enviado

Um cartão de natal nunca enviado

Um cartão de natal nunca enviado

Em tempos perdidos nas trevas de um mundo sem celulares e Internet, mal entrava dezembro e os correios faziam hora extra para dar conta dos cartões de natal enviados pela tradicional via bicho-preguiça. Com a evolução tecnológica, basta saber um dos muitos emails de cada um: 500 milhões de cartões desejando boas festas e um novo ano melhor que o velho voaram nas redes virtuais em 2015. E assim os velhos cartões coloridos viraram passado, certo?

Absolutamente. Com todas as facilidades das mensagens eletrônicas, a opção correio continua imbatível: dois bilhões de cartões são vendidos anualmente, apenas nos States. E as mulheres lideram, comprando 85% desse total. A Casa Branca iniciou a tradição de enviar cartões comemorativos a funcionários, correligionários e chefes de estado em 1927, mas os cartões de natal começaram a ser enviados pelo Presidente Eisenhower.

E não seria diferente no ano de 1953, mas o cartão escolhido foi mandado para a gráfica mais cedo: os Kennedys iriam para o Texas em novembro, numa viagem de 2 dias visitando 5 cidades. Feito especialmente para eles pela Hallmark, o cartão tinha a foto de um presépio napolitano do século 18 que ficava exposto na Casa Branca nos dois anos que eles viveram ali.

A mensagem era simples e elegante, como tudo que se referia à então primeira-dama: “ Nossos votos de um Natal Abençoado e Um Feliz Ano Novo”. O casal chegou a assinar 75 cartões, deixando os demais para assinar quando voltassem a Washington. E o resto é história: os cartões nunca foram assinados nem enviados, e um deles repousa hoje no Museu Nacional Smithsonian da História Americana.

Esse ano, o último cartão da família Obama na Casa Branca estampa a foto do casal com as duas filhas, e a mensagem: “Boas Festas. Quando nossa família reflete sobre os muitos anos felizes que passamos na Casa Branca, estamos gratos pelos amigos que fizemos”. A bela foto levantou controvérsias: Vestidos para um jantar de gala, o vestido de cada uma das filhas custou 20 mil dólares. O preço do vestido de Michelle, feito por Jason Wu, não foi revelado.

Talvez o polêmico próximo presidente comece a mandar seus cartões online, interrompendo a velha tradição e iniciando a próxima. Segundo as estatísticas, até 2020, o número de cartões de natal cairá para 21 milhões.

Um certo Werner Erhard, de São Francisco, é o campeão das remessas natalinas – em 1975 enviou 62.824 cartões pelo correio. O primeiro e mais caro cartão de natal da era moderna, desenhado por John Calcott Horsley em 1843, foi vendido em leilão, em 2001, por 35 mil dólares. Horsley, um artista plástico britânico, fez o cartão por encomenda de Sir Henry Cole – mil cartões impressos em preto e branco e coloridos à mão. O desenho mostrava um alegre grupo de pessoas segurando taças de vinho, mas ao invés de agradar, provocou polêmica – naqueles idos, misturar alcohol com as festas natalinas era um sacrilégio.

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo

Antigamente os amores impossíveis alimentavam fartos romances e lacrimosos filmes. Hoje, quando nada mais é sagrado, o amor está cada vez mais impossível. Como no estranho caso de Nora e Nilton, que se encontraram numa feira de animais domésticos,  portanto, que não fiquem dúvidas, os dois são apaixonados por bichos. Mais precisamente, Nora ama Valdez, seu gato siamês, e Nilton não se desgruda de Daniel, seu cão spaniel.

Para Nora e Nilton foi amor ao primeiro tropeção, pois assim se conheceram, esbarrando um no outro e derramando as cocas diet  e zero de cada um. Mas com Valdez e Daniel foi ódio ao primeiro latido e miado. Simultâneos. Enquanto os donos trocavam olhares lânguidos enxugando a roupa, as feras se atacavam. Nora e Nilton decidiram investir no romance, apesar do mau presságio do primeiro encontro e indiferentes  aos desentendimentos de seus bichinhos de estimação. E se chegaram sozinhos ao evento, ao saírem já estavam unidos até que os desvios da sorte se intrometam. Ou não.

 

No dia seguinte já estavam morando juntos, para desgosto de Valdez e Daniel, que tudo fizeram para demovê-los desse amor insensato. Nora e Nilton não se deixaram influenciar pelo mau humor dos pets, Com o tempo eles se acostumam, pensaram juntos. Vamos ver, pensam os mimados bichinhos, se é que cachorro e gato já pensam. Apesar de bem treinados e muito bem tratados, os dois nunca aceitaram a convivência forçada, e brigam o tempo todo.  No mesmo embalo, Nora e Valdez brigam também, mas sem deixar que os desentendimentos de hoje durem até  amanhã.

 

Você tem síndrome de Peter Pan, é muito dependente, não amadurece nunca! grita Nora; Você não se adapta à vida em comum, é independente demais, rebate Nilton. Cão e gato, se falassem, diriam a mesma coisa. Ou dizem, numa comunicação atávica lá entre eles. Valdez: eu não me deixo escravizar, sou livre; vou onde quero e sei voltar pra casa; você depende do dono pra tudo. Daniel: Eu sou útil; sei tomar conta de criança, da casa, perseguir caça, seguir pistas, guiar cegos, farejar drogas. Por isso eles dizem que sou o melhor amigo do homem.

 

Valdez: Isso é pura balela, pois além de te explorarem, ainda te fazem de palhaço, ensinando truques idiotas.  Eu não trabalho pra eles, eles é que trabalham pra mim. Daniel: A única coisa que você faz é caçar ratos, uma atividade não muito nobre, convenhamos. Valdez: Isso é lenda;  minha estirpe não se rebaixa a tanto. Acha mesmo que eles amam seus cachorros? Então por que chamam o diabo de cão? Chamar uma pessoa de cachorro não é elogio, é xingamento. E criaram expressões pejorativas: cachorro sem dono, cachorro doido, cachorrada, dia de cão, cão que ladra não morde, os cães ladram mas a caravana passa. Isso é falta de respeito!

Daniel: São modos de falar, apenas, sem intenção de ofender. Os gatos também são lembrados:  gato escaldado tem medo de água fria, gato preto é azar. Valdez: Mas chamar alguém de gata ou gato é elogio, chamar de cachorro é xingamento. Cachorrinho de madame é pejorativo, e ninguém diz gato de madame. E ainda nos deram mais seis vidas de presente!  Pode ser, mas quem chegou primeiro fui eu, rosna Daniel. Ao que mia Valdez, Pode ser, mas quem manda neles sou eu.

Daniel está certo, os cães chegaram primeiro, tendo migrado da Sibéria ou do Alaska há 35 mil anos. Hoje existem aproximadamente 85 milhões de cães domésticos nos Estados Unidos.  Mas Valdez está certo, os gatos ganharam a preferência popular – são 93 milhões, ou seja, 1/3 das residências americanas têm pelo menos um gato.  Os cachorros são mais inteligentes, ficando em terceiro lugar entre os animais, atrás dos macacos e golfinhos. O gato fica em 20º lugar. O gato tem melhor visão e os cachorros têm melhor olfato.

Os entendidos garantem que os gatos não são hóspedes nas casas dos donos, mas reféns que talvez um dia,  graças à Síndrome de Estocolmo, acabarão amando seus donos. O cachorro tem família, o gato tem empregados. O cachorro, se bem treinado, obedece cegamente. O gato aceita o jugo, mas não exijam truques e prestação de serviços. Quanto a Nora e Nilton, estão no mesmo ritmo –  ainda apaixonados, sabendo que nasceram um para o outro, mas continuam brigando feito cão e gato.

 

Serviço de utilidade pública do blog: Síndrome de Estocolmo é uma situação em que a pessoa submetida a maltratos ou submissão durante muito tempo, acaba criando amizade ou se apaixonando pelo agressor.