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Século Diário
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Fabíola Zardini
Foto: divulgação
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17/03/2003
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Teatro Universitário sem atividades
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O Teatro Universitário espera recursos
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O Teatro Universitário já não é utilizado para apresentações de espetáculos teatrais e shows musicais há algum tempo. Segundo a Secretaria de Produção e Difusão Cultural da Ufes, isso ocorre devido à falta de aparelhagem que o teatro apresenta.
O espaço vem sendo utilizado apenas para cerimônias de colação de grau, seminários ou aulas inaugurais em início de semestre letivo. De acordo com a secretaria, não existem aparelhos eficientes de artes cênicas que possibilitem uma boa apresentação teatral.
Os grupos que procuram o teatro para suas apresentações têm que alugar equipamentos ou pagar uma determinada quantia a mais para suprir essas necessidades, e muitos não têm essa condição.
O Teatro Universitário, que funciona desde 2000, possui hoje apenas a iluminação e a aparelhagem de som básicas para pequenas apresentações. Enquanto a Universidade não conseguir recursos financeiros para equipá-lo, não será possível investir em espetáculos de grande porte, o que deve demorar a acontecer, devido à falta de verba que a Ufes está enfrentando para pagar seus serviços de infra-estrutura, segurança e saneamento.
Atualmente, o Teatro Universitário está sob a direção da Secretaria, o que não ocorria até há cerca de dois meses. Antes, o espaço estava sob a coordenação da Reitoria.
Ao contrário do que muitos podem imaginar, o Teatro Universitário não possui nenhuma ligação com o Teatro Metrópolis, localizado no Cemuni VI, dentro do campus. O Universitário foi criado para propiciar mais de uma opção cultural aos alunos e à comunidade, permitindo que os dois funcionem paralelamente.
No Teatro Metrópolis começou toda a história da cultura teatral capixaba, segundo a secretária da Secretaria de Produção e Difusão Cultural, Lea Pandolfi. "Chamamos o Teatro Metrópolis de Teatrinho de Bolso, pois é mais bem equipado que o universitário e para eventos de pequeno porte recebe muito bem o seu público. O trabalho entre os dois é feito simultaneamente".
De acordo com o assessor de imprensa da Ufes, Luiz Vital, os eventos como colação de grau e aulas inaugurais são incentivadas para que uma construção que foi tão difícil de ser concluída não fique parada.
"A construção do teatro foi iniciada em 1990, e levou muito tempo para terminar por causa da inflação que o País enfrentava e das falências de construtoras. O Reitor batalhou muito junto ao governo federal para concluir essa obra. Consegui recursos para terminar a parte física, mas faltou verba para a compra de equipamentos".
Alguns shows foram incentivados no teatro, mas não deu certo pelo mesmo motivo. "Ainda falta ter uma estrutura para abrigar um grande público", afirma Vital.
Já para o futuro, os projetos ficam por conta da Secretaria. É bem provável que se batalhe por parcerias com empresas privadas ou com os governos estadual ou municipal, para fazer com que o teatro passe a integrar a sociedade cultural como o primeiro objetivo.
No Centro de Vivências, onde está localizado o teatro, também existe um projeto para a construção de um restaurante e um café, para que haja uma maior integração entre o teatro, o cinema e as livrarias que ali se encontram. "A Ufes tem um objetivo de revitalizar o Centro de Vivências e de transforma-lo em um ponto de encontro, não só de estudantes, mas também para a comunidade de um modo geral", assegura o assessor.
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