Contudo, mesmo com todas essas credenciais, foram, nos primeiros anos de Espírito Santo, acometidos de várias doenças. "A alimentação que lhes era estranha (em regra, não tinham outra coisa para comer além de feijão preto e farinha de mandioca), as habitações precárias, a praga dos insetos em particular (que antes das derrubadas era muito grande), tudo isso colocou de cama a maioria e foi responsável pela morte de nove deles", relatou Wagemann, que percorreu a região nos primeiros 40 anos deste século.
Para compensar esse calvário, cada família dos hunsbucklers foi contemplada com propriedades com tamanho médio de 120 mil braças (correspondia a 50 hectares). Devido à falta de condições dos colonizadores para tocar suas propriedades, o governo acabou reduzindo seu tamanho para 25 e 30 hectares. Mas esses terrenos não foram doados, como pode parecer à primeira vista. Custaram a cada colono cerca de 93 mil réis, importância que não precisava ser paga na hora.