Superados discriminações e obstáculos, a imigração de hunsrucklers ergueu uma colônia relativamente próspera, mas isolada na região central do Espírito Santo, já que desse território permanecia desabitado. Doze anos depois de sua chegada , o resultado obtido por eles atraiu novos imigrantes vindos também da Alemanha. Vieram da mesma região deles, só que de outra localidade que se chamava Hesse. Entre 1857 e 1873, chegaram também os pomeranos, que tomaram conta de Melgaço e de Santa Maria de Jetibá. O resultado relativamente positivo de Santa Isabel incentivou o governo imperial a formar outros núcleos de imigrantes. Assim, surgiram as colônias imperiais de Rio Novo, em 1855, que inicialmente pertenceu a particulares, e de Leopoldina, em 1857. Mas foi para essa Segunda colônia imperial que vieram novos imigrantes alemães, junto com europeus de outros países.
Os alemães eram, no entanto, predominantes nesse grupo. Vieram 384 prussianos, 760 saxônicos, 61 hessienses,27 bandenses, 13 alsacianos, um nassauuense e 19 alemães de outras regiões. O governo havia destinado para ocupação 567 km2 , divididos em lotes de 62.500 braças. Em 1861, já existiam 1.065 imigrantes que, a essa altura, formavam um bom leque de raças. Entraram também belgas , franceses, havonerianos, holandeses, holzterianos, ingleses, luxemburgueses, mackemburgueses, shuramburgueses, saxônicos, tiroleses e mais prussianos. Parte deles seguiu para Vinte e Cinco de Julho, Guandu e Afonso Penna.
Em 1878, existiam cerca de sete mil habitantes na região de Santa Leopoldina. O seu crescimento econômico baseou-se na estrutura familiar do europeu, principalmente do colono alemão, que tem a família como unidade produtora e consumidora a um só tempo. Por isso, as relações entre pais e filhos são patriarcais. E a escolha da mulher para casar é usualmente determinada por motivos econômicos.
Só que, em se tratando de nova família, para o alemão implica a organização de uma nova propriedade. Considera-se um dos mais importantes deveres paternos dar terra ao filho. Além de sua energia para o trabalho - como bem salientou Wagemann, em seu livro sobre a colonização alemã - a mulher traz como dote, costumeiramente, uma vaca e um cavalo com sela, além de colchão de penas, baú com vestidos e roupas brancas, máquina de costura e utensílios de cozinha.