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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Alemães
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Famílias numerosas trouxeram prosperidade
Na década de 30, era bastante evidente o estilo
italiano da construir casas, como se observa no
conjunto arquitetônico em torno da praça Muniz Freire
O crescimento vegetativo das populações de origem germânica correspondeu às necessidades de uma sociedade agrícola baseada na pequena propriedade e no trabalho familiar: quanto mais numerosa a prole, maiores as possibilidades de alcançar uma relativa prosperidade econômica.
A aculturação dos alemães nessa região brasileira permitiu que pudessem se libertar de uma proibição que amargaram durante todo o tampo em que viveram no seu país de origem: a utilização do cavalo como meio de transporte. Acontece que, na tradição cultural da Europa, o cavalo de montaria tem um significado especial, segundo Emilio Willems. Durante séculos somente nobres o usaram.
Mas aqui o cavalo não só foi tomado como montaria, como surgiram as tropas de mulas para transporte de mercadorias e produção agrícola, principalmente o café. Foi a melhor maneira que o alemão encontrou para transitar numa região de topografia acidentada. E os animais da tropa eram cuidados com muito zelo, como lembra o historiador Francisco Svhwarz, no livro "O município de Santa Leopoldina". Alguns tinham animais de uma cor só, com arreamentos bonitos, que os mais afortunados enfeitavam com adornos de níquel e prata.
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