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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Alemães
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De simples camponês a pesquisador
de renome internacional
Ainda menino (o maiorzinho),
aos pés dos pais e dos avós
No gênero das bromélias, antes de Kautsky conheciam-se 200 espécies. Depois dele esse número já subiu para 334. Nesse campo, Kautsky foi elevado à categoria dos grandes pesquisadores brasileiros. Ele dedicando plantas a pessoas que o ajudaram na vida. Existe uma orquídea com o nome de sua mãe e outra com o de sua mulher. "Sem o incentivo, a paciência e a colaboração delas eu não teria servido à ciência", diz.
Ele costuma dizer que sente mais segurança dentro da mata do que na rua. E lembra dos constantes assaltos que viraram rotina nas grandes cidades, enquanto que a harmonia da floresta não permite agressividade.
Andando na floresta, a única coisa que o deixou aflito foram quedas em buracos de tatu. "Não fossem esses buracos, poderia dizer que nada até hoje, apesar de uma existência inteira dentro da floresta, me incomodou."
Kautsky teve a perspicácia de freqüentar todas as derrubadas possíveis de florestas feitas pelos colonos para plantar café, para coletar o que podia e plantar na mata, que preserva por trás da sua casa. Hoje ela tem mais de cem plantas e tornou-se um privilegiado campo de pesquisa para cientistas do país e do exterior.
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