 |
Século Diário
|
 |
|
 |
|
| Rogério Medeiros
|
|
Italianos
|
|
Filho de imigrantes foi pioneiro
do cinema nacional
Ludovico Percisi, um dos pioneiros do cinema nacional
Ludovico Persici, filho de italianos nascido em Alfredo Chaves, entrou para a história do cinema nacional como um de seus pioneiros. O principal crítico e historiador do cinema brasileiro, Alex Viany deslumbrou-se com seus filmes, citando com admiração o fato de que ele fazia filmes em regiões onde não existia a menor noção dessa arte.
Persici realizou documentários com a competência de um grande cineasta e fez o primeiro bangue-bangue do país. Nascido em 1898, iniciou-se na arte do cinema nos anos 20. Inventou uma máquina que possibilitava tanto filmar quanto exibir o filme. Para ter onde mostrar suas obras montou em Castelo uma sala de projeção, uma das primeiras do Brasil. Atraía espectadores com uma bandinha que percorria a vila anunciando o filme da noite. E ia à frente dela, tocando pistom.
A história de Persici é a de um desajustado que entristecia a família com a atividade marginal que escolheu para viver. Uma família de relojoeiros, profissão em que Persici se iniciou ainda menino, assombrando os parentes pela habilidade. Seu trabalho de cineasta era considerado coisa de desocupado, e Ludovico sofreu fortíssima discriminação. Tornou-se alcoólatra, empobreceu e acabou em um hospital de Matilde, com tuberculose, aos 73 anos. Foi levado ao túmulo por uns poucos familiares e amigos.
O reconhecimento de seu talento e sua inserção na história oficial do cinema brasileiro deve-se ao jornalista Ronald Mansur, da TV Gazeta, que o descobriu, pesquisou sua vida e revelou sua trajetória na arte do cinema a Alex Viany.
|
|
|
|