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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Poloneses
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Um personagem que é pura História
Ex-soldado Mozol, herói de Águia Branca
Mieczyslaw Mozol é visto, pela comunidade polonesa no Espírito Santo, quase que como uma relíquia da Segunda Guerra Mundial. Mozo foi um dos voluntários poloneses que seguiu para lutar na frente de batalha na Europa, durante a Segunda Guerra Mundial. Estava com 19 anos quando seguiu para guerra, movido por sentimento patriótico despertado pelas entidades polonesas de São Paulo. Depois de um período de três meses de treinamento na Inglaterra, incorporou-se ao Exército de Libertação Polonês, todo ele integrado por voluntários que se achavam em outros países na condição de imigrantes.
A Polônia estava ocupada pelos alemães. Mozol tomou parte em vários combates, saiu ferido duas vezes. A primeira vez foi um ferimento leve na perna. Na Segunda , porém, por pouco ele não morreu: um tiro de fuzil quase levou o tampo da sua cabeça. Mozol lutou na França, na Holanda, na Bélgica e participou da ocupação da Alemanha. Na Batalha da Normandia, uma das maiores operações militares de todos os tempos, ele também estava presente com seus patrícios.
No ano passado, a Europa comemorou os 50 anos do desembarque na Normandia, mas ele nem tomou conhecimento. Guerra é um assunto que lhe causa grande tristeza. Vêm as lembranças dos amigos que perdeu, alguns que tombaram ao seu lado e outros que saíram dos campos mutilados.
A guerra foi prejudicial a ele até na volta ao Brasil, influindo na sua vida em Águia Branca. Para se curar das seqüelas da guerra teve que vender dois dos alqueires de uma propriedade. Vive hoje na terra que sobrou com um filho adotivo. Casou-se quando voltou da guerra, mas perdeu logo a mulher, e desde então permanece viúvo.
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