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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Pomeranos
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Um século depois, grandes produtores rurais
Mais de um século depois de chegarem ao Espirito Santo, os pomeranos continuam sendo vistos como algo relativamente a parte da cultura capixaba.
Exceto pelas relações comerciais estabelecidas com o meio onde vive, esse povo de origem germânica, que na Europa mantinha-se segregado por causa dos seus costumes peculiares, preservou intactas não só suas mais caras tradições como o dialeto pomerano, ainda hoje o idioma predominante em Santa Maria de Jetibá, pequena cidade da região de montanhas do Espirito Santo, e nas comunidades do norte do Estado.
Superadas as dificuldades iniciais de adaptação ao novo país, os pomeranos, mantendo sua ancestral relação com a terra, de onde sempre extraíram a sobrevivência, são hoje os maiores produtores de hortifrutigranjeiros do Espírito Santo e estão entre os principais produtores de café.
Com 734 km2, o território pomerano na região de montanhas é formado por um conjunto de vilas e núcleos rurais que tem como eixo principal a cidade de Santa Maria, antigo distrito que se emancipou de Santa Leopoldina em 1988. A região, com população de 23.057 habitantes, é cortada pelo Rio de Santa Maria da Vitória, em cujo trajeto destacam-se algumas cachoeiras.
Nos primórdios da colonização, era uma área inteiramente coberta pela Mata Atlântica com grande quantidade de madeiras nobres. Jacarandá, ipê roxo e amarelo, jequitibá, braúna, vinhático, copaíba e cedro, assim como as orquídeas, proliferavam na região. A derrubada florestal para implantação de culturas agrícolas desfigurou a maior parte desse cenário.
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