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28/1/2010

Trabalhadores não são contemplados
por proposta da Aracruz Celulose


Lívia Francez


Os trabalhadores da Aracruz (atual Fibria) conseguiram, após mediação na Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE), que a empresa retornasse à mesa de negociações na esperança de que houvesse alguma modificação na proposta. No entanto, a empresa fez uma maquiagem na proposta, mantendo os pontos que prejudicam os empregados e ainda se propondo amexer nos turnos de trabalho.

Em negociação na última terça-feira (26), a empresa manteve a proposta em que os trabalhadores teriam de arcar com o plano de saúde, sendo que a única modificação que fizera foi propor não alterar o plano odontológico por três anos. A empresa disse ainda que não vai discutir mais alteração no plano de saúde.

A proposta reiterada na negociação pela sucessora da Aracruz foi a mesma que 75% dos trabalhadores rejeitaram em assembleia. A empresa também propôs garantir o turno ininterrupto de revezamento por dois anos, sendo que tal proposta não consta do Acordo Coletivo da categoria.

Diante das propostas que não contemplam os trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Papeleiros do Estado (Sinticel) elaborou uma contraproposta reduzindo as reivindicações na tentativa de discutir as necessidades. Os trabalhadores querem maior reajuste, cesta básica de R$ 150 e piso salarial reajustado.

Desde que houve a fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celulose e Papel (VCP), os trabalhadores acumularam diversas perdas. Foram perdidos 150 postos de trabalho, depois da demissão de empregados em abril de 2009.

Foi também extinta a gratificação em dinheiro para empregados a partir de dez anos e eliminou-se o ônibus do turno de Vitória, prejudicando diversos trabalhadores. Também foram extintos os planos de previdência privada da empresa e a aposentadoria vitalícia em caso de acidente e invalidez permanente.


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