Comment


Comment

A guerra profana
do bispo e do pastor

José Caldas Costa

+ COLUNAS

Comment

Forcinha
Renata Oliveira

Comment

Truculência
jurídica

EDITORIAL


     

  • Edição
  • |
  • Cadernos
    • Atrações
    • Veículos
  • |
  • Agendas Culturais
    • Vitória
    • Nova Venécia
  • |
  • Sócioeconômicas
  • |
  • Eleições 2010
  • |
  • Arquivo
  • |
  • Expediente
  • |
  • Anúncio

SEGURANÇA

Enviar por email | Imprimir matéria | Comente a matéria | Fale Conosco | Fale Conosco | Fale Conosco

26/3/2010

Governo tenta acordo sobre PEC dos
Policiais com Frente Parlamentar


Frederico Carneiro


Quando a Frente Parlamentar em Defesa de Policiais e Bombeiros Militares (Fremil) cantou vitória com a aprovação do texto da PEC dos Policiais, antes mesmo de votarem os destaques feitos à emenda, já era possível perceber as movimentações dos líderes alinhados ao Planalto. Dali para a frente, o cenário só piorou. Agora, na iminência de uma terceira marcha a favor da emenda, o governo decide retomar o diálogo e tentar resolver as divergências.

Os holofotes da mídia, anestesiados pela cobertura da disputa na distribuição dos royalties do petróleo, há tempos vem deixando passar despercebida a repercussão da briga pela aprovação do piso na Casa.

O ambiente em fervura atrai a atenção pelo uso recorrente de manobras ousadas. Ambos os lados se encastelaram diante de uma situação cada vez mais aguda. Como sintoma do impasse, nenhuma voz se levantou a favor da conciliação. Pelo contrário, sobraram reações radicais entre a Fremil e os líderes governistas.

Até o final desta semana, a disputa favorecia o governo. A votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) estavam suspensas, em acordo de líderes, sem qualquer possibilidade de furar esse bloquei antes de abril. Enquanto isso, os deputados pró-PEC preocupavam-se em reorganizar as forças internas do movimento durante esse intervalo, chamado por eles de “intervenção branca”, para cercar o governo no término do prazo. Não havia confronto direto.

A Fremil completou esse caminho nesta semana, que culminou com a indicação de paralisação nacional e a proliferação de outdoors pelos estados culpando o governo pelo bloqueio da votação. A rebeldia foi costurada na assembleia realizada dentro da própria Câmara dos Deputados. A decisão ecoou por toda a Casa. Os deputados pró-PEC ameaçam obstruir a pauta na próxima semana, caso a votação ainda esteja ameaçada. É o troco ao governo.

A reunião rendeu frutos antes do esperado. Na manhã dessa quinta-feira (25), o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chamou a Fremil para conversar. O papo pode não ter resultado em nenhum acordo, mas é a primeira vez que os dois lados sentam para conversar.

Segundo o deputado Capitão Assumção (PSB-ES), o petista vai levar as informações da reunião ao presidente Luís Inácio Lula da Silva. O líder também quis discutir a proposta de implementação gradual do piso e reforçou o desejo de omitir o valor nominal na Constituição. A resposta não foi favorável. “Mostramos nosso ponto de vista de manter o valor do piso na Constituição. Nosso pleito é dar continuidade à votação. Não queremos barganhar”, encerrou o socialista.

O deputado capixaba acredita que o governo tomou essa iniciativa de negociar agora por considerar a situação irreversível no Senado. “Lá (Senado) é desfavorável a eles. Neste ano serão renovados dois terços das vagas”.

A partir dessa quinta, os lados parecem mudar de vez a forma como estavam lidando entre eles. O silêncio foi quebrado e novas reuniões estão marcadas para o início da próxima semana. Uma delas será com o ministro da Justiça. Ele foi o primeiro a acenar com a proposta de implementação gradual do piso.

Bloqueio
 
Não é apenas o governo que tem impedido a votação. O Planalto não tem - e nem quer ter - fôlego para ficar sozinho nessa situação. Os 20 dias de suspensão das PECs na pauta do plenário são endossados pelos líderes das legendas.

O bloqueio não se sustenta por uma discordância com as intenções da matéria. E, se fosse, ninguém compraria essa briga em ano eleitoral. O que existe é preocupação: o custo do piso salarial para os policiais civis, policiais e bombeiros militares representa pelo menos R$ 10 bilhões, considerando a menor estimativa. O governo está atento a esses números e sabe que existem outras matérias em tramitação na Casa com extensão de benefícios a servidores públicos.



Comente essa notícia

O espaço de comentários do jornal eletrônico Século Diário tem como objetivo estabelecer um canal de interatividade com o nosso leitor, sempre bastante crítico e atento aos acontecimentos que se destacam no noticiário capixaba. Esclarecemos que este é um espaço democrático e livre para críticas, desde que o leitor respeite algumas regras básicas estabelecidas por este veículo de comunicação. Reservamos-nos ao direito de não publicar comentários ofensivos, xingamentos e que contenham teor discriminatório ou criminoso.

Nome Profissão:
E-mail Cidade Estado

Comentário Máximo de Caracteres permitidos:

Você já digitou caracteres.


| +Comentários

 Milton Kélio Pereira Alves, Policial Militar (João Pessoa/PB)
Enviado em 28/3/2010 00:45:13

O presidente Lula como outros presidentes tiveram oportunidades de destinar melhorias salariais aos policiais da nação no sentido de condição básica para um dos problemas que impobrece o brasil e que causa um efeito cascata, e um deles é a segurança pública. Podemos lembrar que o turismo caiu em cidades famosas pelas belezas naturais como o Rio de Janeiro e tem se agravado mais nesses tempos. Agora eles têm a obrigação de melhorar os salários dos militares e bombeiros do Brasil pois teremos eventos de ambito internacional(Copa do Mundo e Olimpíadas). Necessariamente o país terá que se organizar a tempo para não ter prejuízos com deficit de turistas por conta da violência e o início da melhoria na segurança é um salário digno aos policiais da nação.

 eli, Garçon (S. Guiomard/AC)
Enviado em 28/3/2010 06:12:16

Ja estar na hora desse governo tomar uma decisão coerente frente a esse assunto, os policiais merecem ganhar bem, trabalham dia e noite,correm risco de vida e dão tudo de si para nos proteger. Senhores parlamentares vejem com bons olhos esses profisionais que estão ai lhe protegendo e protegendo nossa sociedade.

 Sd Nascimento, Policial Militar (João Pessoa/PB)
Enviado em 28/3/2010 10:13:03

É uma pena ver que, não só o governo, mas também boa parte da sociedade civil, tendem a não enxergar a dificuldade diária do policial em conviver com o risco da vida. Risco esse que se agrava quando o profissional de segurança pública é obrigado a constituir moradia - quando a consegue - em locais de risco como favelas. Imagine dificuldade de viver em meio a traficicantes e criminosos de alta periculosidade. Ponham-se no lugar dos familiares desses policiais. Um salário melhor propiciará, no mínimo, ao policial manter sua família em local mais distante dos olhos do criminoso, favorescendo a uma atuação mais isenta e despreocupada face aos efeitos colaterais do crime organizado que já domina boa parte de nossa nação.




Leia também nesta edição

    © 2009 Século Diário, Design: - C O P R O S

    · Contato · Fale conosco · Expediente ·