 |
Século Diário
|
 |
|
 |
|
|
|
|
|
|
Reis de Boi
Reis de Boi do Machado São Mateus |
Reis de Boi - Rio Preto São Mateus |
É um auto em homenagem aos Santos Reis. Apresenta-se no ciclo de natal, prolongando-se até o dia de São Braz, 3 de Fevereiro. Este folguedo, com grande ocorrência ao norte do estado do Espírito Santo, estende-se pelos municípios do sul da Bahia. O número de integrantes varia entre 12 e 20, formando alas, vestidos com
calça azul-marinho ou branca com filete lateral vermelho ou azul. Na cabeça, um chapéu de palha revestido de morim, internamente enfeitado de flores e várias fitas coloridas, que se estendem até a cintura.
A primeira apresentação ocorre a 6 de Janeiro - Dia de Reis - à porta da igreja ou capelinha. Depois, percorrem as casas dos conhecidos, onde são convidados, ou aparecem de surpresa, sabendo antecipadamente que serão bem acolhidos.
Com a apresentação da "Brincadeira" é tocada a marcha para a chamada do vaqueiro que vem sapateando, batendo o ritmo com o bastão. Traja roupa velha, com paletó pelo avesso, bolsos de fora, e máscaras. Todo esse traje tem um significado próprio.
Após essa exibição, pára ofegante e faz um discurso contando de onde vem e relata acontecimentos de forma satírica que todos sabem.
Canta-se, então, a chamada do boi, que entra dançando, fazendo graça, dando voltas e chifradas.
Termina a cantoria. Em alguns grupos ocorre a morte e a ressurreição do boi. Mal o boi cai no chão, o sanfoneiro puxa a música para o canto da divisão do boi, com o coro cantando um refrão, a cada pedaço vendido.
Cada grupo tem sua própria cantoria.
Através do Reis-de-Boi é possível fazer-se um retrospecto de acontecimentos nacionais e mesmo mundiais, como eleições, a viagem do homem a lua espantando São Jorge, a invasão da Aracruz florestal e até a referência à "Gigoloete", personagem de opereta, que teve sua época.
Nenhum deles sabe informar sobre a criação do Reis-de-Boi. Dizem apenas que "tudo começou com o nascimento de Cristo".
|
|
|
|