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Século Diário
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O Alardo
Alardo de São Sebastião |
Os imponentes guerreiros de São Sebastião combatem pelas ruas de Conceição da Barra.
Escaramuças, aguerridas batalhas, renhidos combates entre mouros e cristãos, terçam as armas - espadas, floretes e adagas ao ruflar das caixas insuflando as hostes inimigas.
Lutas pela cristianização dos mouros infiéis, muçulmanos seguidores do alcorão.
Guerra religiosa do século XVI e XV pelo domínio da Península Ibérica.
Os embaixadores declaram insolentes embaixadas trocando insultos em versos inspirados no poema de Camões.
Atrevido embaixador!
De ordem no meu soberano, Senhor do sol e da lua
Imponho-te incondicional capitulação ou guerra haveremos de travar !
Assim sempre foi em Conceição da Barra, nos dias 19 e 20 de Janeiro em louvor ao Santo Guerreiro - São Sebastião.
É uma demonstração ao ar livre. O povo todo participa e corre ante à ferocidade dos combates, ao retinir das espadas e dos tiros das espingardas de carregar pela boca.
Os cristãos vencem, aprisionam os mouros, obrigando-os a abjurar "as leis da má fama" e de joelhos são batizados na porta da igreja ao recolher da procissão com o andor do Santo Guerreiro crivado de flechas.
Cem anos marcam os registros do padre Antunes de Sequeira.
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